O hotel de luxo na Serra Gaúcha
Metro quadrado por R$ 98 mil. O valor é referente à venda da última unidade com face para o Vale do Quilombo, da primeira fase do empreendimento. Questionada sobre o valor das demais unidades, a Kempinski informa que não há valor metro quadrado fixo, porque vai depender de alguns fatores como posição da unidade, fase da construção em que se der a compra, e forma de pagamento.
Apartamentos e propriedade compartilhada. Além do hotel, a rede oferece apartamentos com foco em uma segunda residência ou para investimento, com metragem que varia de 53m² até 220m², seguindo o padrão de decoração e as comodidades da bandeira alemã.
A ideia de lançar um hotel de altíssimo padrão na serra gaúcha surgiu durante a pandemia. José Ernesto Marino Neto, presidente e fundador da empresa de gestão de investimentos hoteleiros BSH International, que trouxe para o Brasil vários grupos internacionais como o Meliá, vislumbrou a possibilidade de construir o hotel mais luxuoso do país em Canela. “Na pandemia, procurei José Paim, da gestora de fundos de private equity líder no setor imobiliário Maxcap, que hoje é meu sócio, e apresentei a ideia de fazer um hotel de altíssimo padrão na serra gaúcha”, conta José Ernesto Marino Neto, sócio do Kempinski Laje de Pedra.
Retrofit com bandeira internacional. O novo empreendimento não está sendo construído do zero: vai surgir de uma reforma (retrofit, no jargão do setor) do Hotel Laje de Pedra, em Canela, que no passado era o responsável por movimentar boa parte da economia da cidade. Além da importância histórica do prédio, a localização privilegiada e a vista para a serra eram atrativos. Marino Neto e Paim organizaram um plano de negócio e apresentaram para a Kempinski. “Eles viram a apresentação, que contou até com imagens captadas por drones, gostaram da proposta e assinaram o projeto sem terem ido ao local”, conta Marino Neto.
O projeto tem um custo de R$ 1 bilhão. A ideia é manter traços arquitetônicos e características mais marcantes do prédio, mas com um ar mais contemporâneo. A transformação do local tem as assinaturas de nomes conhecidos da arquitetura brasileira, como os escritórios Perkins & Will, Anastassiadis Arquitetos e Sergio Santana.




