ESTUDO REVELA
Psicóloga explica por que relações com diferença de idade, como no caso de Lívian Aragão, despertam tanto interesse
Lívian Aragão foi vista com o namorado, o médico Aurélio Vilar, curtindo um festival de música no último sábado (12/9). A filha de Renato Aragão tem 27 anos, enquanto o oftalmologista tem 39. A diferença de idade entre os dois virou notícia em diversos portais e ganhou destaque no Google Trends. Mas, por que?
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!
Ao Metrópoles, Mariana Ramos, professora de psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, explica que, quando existe uma diferença significativa de idade entre duas pessoas, muitas vezes um elemento que poderia ser apenas uma característica do casal passa a ocupar o centro das atenções.
Leia também
“Surgem comentários, perguntas e até tentativas de explicar por que aquelas duas pessoas estão juntas, considerando uma padronização social de felicidade e de junções de casais”, diz a psicóloga.
Apesar de serem dois adultos capazes de fazer suas próprias escolhas, como no caso de Lívian Aragão, a idade ainda desperta tanto interesse porque, segundo Mariana, envolve aspectos psicológicos, culturais e sociais.
Padrões e expectativas
Mariana Ramos afirma que a sociedade criou uma espécie de roteiro sobre como um relacionamento “deveria” acontecer. É esperado que as pessoas se relacionem com alguém de idade próxima e correspondam a expectativas sobre casamento, filhos e carreira.
Quando um casal rompe esse roteiro, ele se torna mais visível e passa a ser alvo de questionamentos e julgamentos. Isso acontece porque o cérebro utiliza categorias, expectativas e atalhos cognitivos para interpretar o mundo social, explica a profissional.
“Quando encontramos algo que não corresponde ao padrão esperado, nossa atenção tende a aumentar. Perceber a diferença, portanto, é compreensível. O problema começa quando percepção se transforma automaticamente em julgamento.”
Diferença de idade não é diferença de poder
Relacionamentos saudáveis não dependem da inexistência de diferenças, e sim da capacidade de negociá-las sem transformar essas diferenças em dominação. Diferença de idade não é, necessariamente, sinônimo de diferença de poder, ressalta a psicóloga Mariana.
“O que merece atenção não é simplesmente quem nasceu primeiro, mas se existe autonomia, consentimento, respeito, reciprocidade e liberdade dentro da relação. É importante observar, por exemplo, se uma pessoa controla as decisões da outra, usa dinheiro ou experiência como instrumento de poder, promove isolamento ou desqualifica o parceiro.”
Essas questões, porém, também podem existir entre pessoas da mesma idade. De acordo com a especialista, talvez a maturidade de uma relação tenha menos a ver com quantos anos cada pessoa viveu e mais com o que cada uma aprendeu a fazer com os anos que viveu.
“Afinal, envelhecer é inevitável. Amadurecer afetivamente é outra história, inclusive quando isso significa romper com os padrões”, finaliza.
Acompanhe a matéria completa em Metrópoles.com



