Ministro explicou informações sobre mudanças envolvendo as estatais. Haddad descartou que o governo vai propor a retirada das empresas públicas do arcabouço fiscal. “Não há hipótese de isso acontecer”, garantiu. Ele explicou que a possibilidade avaliada busca reduzir o aporte federal para que algumas estatais sejam “emancipadas”. “Há estatais que podem deixar de ser dependentes”, disse.
O objetivo é fazer com que a estatal não dependa mais de recursos orçamentários.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Para Haddad, receitas e despensas precisam se encaixar no Orçamento. Comprometido com a meta de zerar o déficit fiscal, o ministro disse ser necessário “encontrar um caminho para que a soma das partes caiba em um todo”. Ele reforça que as projeções fiscais estão melhores do que as inicialmente divulgadas mesmo após as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul.
Mudanças serão divulgadas ainda neste ano, prevê o ministro. Haddad reforçou que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, está debruçada na elaboração da proposta. Questionado sobre os eventuais embolsos do governo com a atualização, ele repetiu que o total é “suficiente para garantir vida longa ao arcabouço fiscal”.
Eu nem estou falando em cortes, porque é muito mais uma calibragem da dinâmica da evolução dos gastos para caber no arcabouço fiscal e seguirmos a vida com juros mais baixos, crescimento e geração de empregos.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda



