REPERCUSSÃO
Gestão afirma colaboração com investigações e defende legalidade de investimentos sob análise
A Prefeitura de Maceió se pronunciou nesta segunda-feira (10), por meio de nota, após a operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) na sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município (Iprev) – Maceió Previdência, localizada no bairro do Farol. A ação ocorre em meio a questionamentos sobre aplicações milionárias feitas pelo órgão em títulos do Banco Master.
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Em nota oficial, o Maceió Previdência informou que vem colaborando desde o início com as investigações, disponibilizando documentos e prestando todos os esclarecimentos solicitados pelos órgãos de controle. O instituto também destacou que os investimentos feitos seguiram os ritos legais e administrativos previstos, garantindo a regularidade das decisões tomadas.
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Apesar das investigações em andamento, o Iprev sustenta que não houve irregularidades. Segundo o instituto, os recursos aplicados no Banco Master não representam prejuízo consolidado, mas sim um crédito habilitado no processo de liquidação. O órgão também afirma que o valor corresponde a cerca de 8% do patrimônio líquido do fundo previdenciário.
A gestão municipal ainda destacou o crescimento do patrimônio do instituto nos últimos anos, que passou de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente. De acordo com o Iprev, esse avanço garante a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas.
A manifestação ocorre em um contexto de apuração sobre cerca de R$ 117 milhões aplicados em letras financeiras do Banco Master. O primeiro investimento, de R$ 80 milhões, foi aprovado em dezembro de 2023. Posteriormente, em maio de 2024, houve uma nova aplicação, elevando o montante total. Pela denúncia a ser apurada, os títulos, no entanto, não contariam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que ampliou a preocupação em torno do caso.
A situação ganhou maior relevância após o Banco Central decretar, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi motivada por uma grave crise de liquidez, além de irregularidades apontadas na condução financeira da instituição. Com isso, o Iprev passou à condição de credor no processo, buscando recuperar os valores investidos.
As aplicações já haviam sido alvo de denúncias encaminhadas à Polícia Federal por entidades sindicais e movimentos de servidores. Em junho, o Sindprev, o Movimento Unificado dos Servidores de Maceió e a CUT/AL questionaram não apenas os recursos destinados ao Banco Master, mas também outros investimentos realizados pelo instituto, incluindo valores aplicados em um fundo imobiliário. As entidades pediram a apuração da gestão dos recursos previdenciários.
Outro ponto que pode estar sendo analisado pelas autoridades é a atuação da consultoria Crédito e Mercado, responsável por assessorar o Iprev nas decisões de investimento. Representantes da empresa participaram de reuniões do comitê do instituto no período em que as aplicações foram aprovadas, o que levanta questionamentos sobre a recomendação e os critérios adotados na escolha dos ativos.
Confira a nota na íntegra:
“O Maceió Previdência informa que vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes. O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, garantindo a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas.”



