Projeto em Santa Maria muda vida de mulheres por meio da capacitação


Um projeto criado há mais de duas décadas, em Santa Maria (DF), tem ajudado mulheres a encontrar autonomia financeira por meio da capacitação profissional. A iniciativa reúne moradoras da região, do Gama e até do Entorno do Distrito Federal em atividades de capacitação e convivência, que, para muitas, representam mais que aprendizado. O espaço tornou-se um lugar de acolhimento, uma rede de apoio.

A Associação Nova Cidadania foi fundada em 2003, com objetivo inicial de atender crianças e adolescentes vulneráveis. Com o tempo, a atuação do projeto se ampliou e passou a incluir as mães desse jovens, principalmente em ações voltadas ao empreendedorismo. Segundo Ivete Figueira, responsável pela associação, a mudança aconteceu a partir da própria realidade das mulheres atendidas.

“A gente começou trabalhando com as crianças e os adolescentes, mas percebemos que as mães também precisavam de apoio. Foi aí que começamos a desenvolver atividades voltadas para elas”, explica.

Autonomia financeira

A história de Francisca Zélia Pereira, 35 anos, se cruzou com o projeto pelos cursos oferecidos pela associação.

Zélia participou de uma formação em parnificação artesanal oferecida pelo grupo, e com o curso, conquistou maior segurança. Hoje, além de produzir para consumo próprio, ensina outras mulheres. “É isso que acontece ali: mulheres ajudando mulheres”, define.

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Hoje, Francisca Zélia produz pães e salgados para consumo prórpio, venda e ensina outras mulheres
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Hoje, Francisca Zélia produz pães e salgados para consumo prórpio, venda e ensina outras mulheres

Reprodução/Arquivo Pessoal

"É isso que acontece ali: mulheres ajudando mulheres"
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“É isso que acontece ali: mulheres ajudando mulheres”

Reprodução/Arquivo Pessoal

Panificação, artesanato e costura foram alguns dos aprendizados no projeto
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Panificação, artesanato e costura foram alguns dos aprendizados no projeto

Reprodução/Arquivo Pessoal

Zélia apresenta alguns dos itens feitos a partir dos cursos que realizouna Associação
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Zélia apresenta alguns dos itens feitos a partir dos cursos que realizouna Associação

Reprodução/Arquivo Pessoal

A panificação não foi a única atividade que aprendeu. Ela também participou de cursos de costura e artesanato, e em uma das atividades, ganhou uma máquina de costura, que hoje utiliza para produção de peças e complementar a renda.

Francisca destaca os benefícios que a companhia de outras mulheres cumprem na vida: “Às vezes a mulher fica só dentro de casa, cuidando dos filhos. Lá a gente sai um pouco, conversa, aprende alguma coisa”, afirma.

Rede de apoio

Para a autônoma Ana Paula Porto de Araújo, 51 anos, o projeto chegou na vida dela em um dos momentos mais difíceis. Ana veio do Piauí para Brasília depois que o filho, à época com 16 anos, sofreu um grave acidente de moto.

O jovem teve politraumatismo craniano, ficou com sequelas graves e, desde então, vive acamado, em estado vegetativo, e dependendo dos cuidados da mãe.

“Quando cheguei aqui, conheci o projeto e fui muito ajudada. Recebia cesta básica, frutas, verduras e alimentação”, conta.

Moradora de Santa Maria, Ana Paula diz que o espaço também trouxe acolhimento emocional. Mesmo sem dominar as técnicas de costura, ela decidiu participar como voluntária nas atividades: “Eu ajudo as meninas que costuram. Ainda não sei costurar direito, mas quero aprender quando tiver curso”, afirma.

Além do apoio material, Ana Paula conta que encontrou no projeto uma rede de pessoas dispostas a ajudar em diferentes momentos, inclusive nos cuidados com o filho.





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