A bilionária obra da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia, pode ser retomada no início do próximo semestre, após anos de paralisação.
Segundo apurou a coluna, uma reunião fora da agenda do presidente Lula, realizada em janeiro, com empresários ligados a estatais chinesas e aliados políticos baianos, ajudou a destravar as negociações para a retomada da construção da ferrovia.

Lula na abertura do Ano Judiciário do STF
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto


Presidente Lula
Ricardo Stuckert / PR
A prioridade do governo, neste momento, é concluir o trecho 1, que liga Caetité a Ilhéus, no sul da Bahia. As obras foram suspensas pela Bamin, empresa responsável pelo projeto, em março de 2025, quando cerca de 75% da execução já havia sido concluída.
Concebida para formar um grande corredor de exportação, a Fiol pretende conectar a produção do interior brasileiro a diferentes portos e é um dos principais projetos de infraestrutura do Novo PAC.
O projeto tem despertado interesse de empresas nacionais e estrangeiras. Em março de 2025, a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC) manifestou interesse na obra.
Reunião fora da agenda
Como a coluna mostrou, Lula realizou uma reunião fora da agenda para tratar da ferrovia. Empresários ligados a estatais chinesas e aliados políticos da Bahia estiveram no encontro na segunda-feira (26/1), no Palácio do Planalto.
Participaram da reunião o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; e Afonso Florence, chefe da Casa Civil do governo baiano.
Também esteve presente Manuel Antonio, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Mota-Engil, multinacional portuguesa de engenharia e gestão de infraestruturas, cuja principal acionista é a CCCC, com 32,4% do capital.


