JÚRI POPULAR
José Conceição da Silva foi julgado pelo Tribunal do Júri e condenado pela morte de José Carlos Batista
Quase 30 anos após um assassinato ocorrido no povoado Enche Maré, em São Miguel dos Campos, José Conceição da Silva foi condenado a 12 anos de prisão pelo homicídio qualificado por motivo fútil de José Carlos Batista.
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O julgamento foi realizado nessa quinta-feira (17), no Fórum da comarca, pelo Tribunal do Júri.
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Segundo a acusação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), José Carlos foi morto a tiros na tarde de 22 de junho de 1997, após uma discussão com o réu enquanto preparava uma fogueira na porta de casa.
Durante o julgamento, a 3ª Promotoria de Justiça de São Miguel dos Campos sustentou a condenação por homicídio qualificado por motivo fútil, conforme a decisão de pronúncia. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a materialidade e a autoria do crime.
Segundo o promotor de Justiça Rodrigo Soares, que atuou na acusação, testemunhas afirmaram ter presenciado o momento em que a vítima foi atingida pelos disparos.
“Essa condenação tem uma importância muito grande porque demonstra que o tempo não apaga a responsabilidade por um crime. Mesmo quase três décadas depois dos fatos, o Ministério Público conseguiu levar o caso a julgamento e obter uma resposta do Sistema de Justiça para a família da vítima e para a sociedade”, declarou.
O processo permaneceu suspenso durante o período em que o acusado esteve foragido. Com isso, também ficou suspensa a contagem do prazo prescricional.
De acordo com o MPAL, José Conceição voltou a comparecer ao processo em 2025, o que permitiu a retomada da ação penal e, posteriormente, a realização do julgamento. O réu participou da sessão do Tribunal do Júri por meio virtual
A Justiça também determinou a prisão imediata do condenado.


