Integrantes da coordenação da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmam que monitoramentos internos indicam que a ofensiva do presidente Lula em torno da abertura voluntária de sigilos tem repercutido, até o momento, principalmente na bolha de apoiadores do próprio petista.
Aliados do senador avaliam que a iniciativa não tem mobilizado os adversários e, por isso, defendem evitar manifestações públicas sobre o assunto.

Flávio Bolsonaro (PL)
Reprodução/ Sam Pancher


Flávio Bolsonaro (PL)
Renato Pizzutto/Band
Como a coluna mostrou, a estratégia é não ampliar a repercussão da decisão de Lula de autorizar a abertura voluntária de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Integrantes da campanha pretendem, por enquanto, ignorar o tema. Caso sejam questionados, a orientação é direcionar as respostas para a lobista Roberta Luchsinger, que concedeu recentemente uma entrevista com críticas ao petista.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
Outra linha de argumentação discutida entre os aliados é destacar que Lula não possui celular, o que, na avaliação do grupo, poderia ser usado para questionar o alcance prático da iniciativa em relação ao sigilo telefônico. A estratégia, no entanto, é evitar manifestações públicas que ampliem a repercussão do assunto.
A campanha de Lula formalizou nesta terça-feira (20) o pedido de autorização para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente referentes aos últimos oito anos, junto à Justiça Eleitoral. O caso foi distribuído ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).



