Presa por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), Deolane Bezerra é discreta quando o assunto são os pais de seus três filhos. A advogada e influenciadora é mãe de Giliard, de 22 anos, Kayky, de 19, e Valentina, de 9.


Entenda quem são os pais dos três filhos de Deolane Bezerra, presa na Operação Vérnix
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Deolane é mãe de Giliard, de 22 anos, Kayky, de 19, e Valentina, de 9
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Kayky é o filho do meio da influenciadora
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Giliard foi adotado por Deolane em 2004, quando ela tinha 16 anos
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Giliard Bezerra, o primogênito de Deolane, foi adotado por ela em 2004, quando ela tinha apenas 16 anos. Ele, à época, tinha 1 ano e sete meses.
“Ele era vizinho de um restaurante que minha mãe tinha. Estava sozinho em casa e chamaram a polícia, fiquei com ele até os pais chegarem, e isso é até hoje”, disse a famosa em entrevista a um programa de TV em 2022.
Deolane contou que iniciou o processo de adoção legal do menino apenas em 2022, quando ele tinha 18 anos, porque “tinha medo de o juiz tirar ele” dela.
Durante a Operação Vérnix, que levou à prisão da influenciadora, a Justiça autorizou um mandado de busca na residência em que Giliard mora em São Paulo. A Polícia Civil encontrou movimentações bancárias incompatíveis com a renda do jovem, que não possui histórico de ocupação formal ou de atividade empresarial.
E quem são os pais dos filhos biológicos de Deolane?
Kayky Bezerra, o herdeiro do meio, nasceu quando Deolane ainda cursava o primeiro ano da faculdade de Direito. Ele é filho de Francisco Alberto Teixeira de Sousa.
O relatório que embasou o pedido de prisão preventiva da influenciadora diz que Sousa foi preso em flagrante em 2016 por associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. Deolane e a irmã dela, Daniele Bezerra, figuraram como advogadas do criminoso no boletim de ocorrência registrado à época.
Pai da caçula de Deolane é apontado como integrante do PCC
Além de Giliard e Kayky, a famosa também é mãe de Valentina, que completa 10 anos no próximo dia 30. No ano passado, a caçula ganhou uma festa de aniversário luxuosa e surgiu no evento de mãos dadas com os pais.
@lucilenecreatorVALENTINA COM SEU PAI E MÃE❤️♬ som original – Lucilene Kemily shop
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que os três atravessam o tapete da festa. O homem que aparece na gravação é Diogenes Gomes Barros, apontado pela Polícia Civil como integrante do PCC.
Deolane foi advogada de Diogenes em um processo movido contra ele por roubo. Ele cumpriu pena em regime fechado na Penitenciária de Irapuru, no interior paulista, até dezembro de 2014.
No relatório que levou à sua prisão, os investigadores destacam que Deolane visitou Diogenes até ele ser solto.
Relação entre Deolane e operador do PCC
A polícia chegou a Deolane por meio de Everton de Souza, conhecido pelos codinomes “Player” ou “Temer”. Ele é identificado nas investigações como um intermediador e operador financeiro do PCC, que atuaria na gestão de bens e na destinação de fluxos financeiros para a cúpula da facção, especificamente para Marcola e Alejandro.


A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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Marcola, líder máximo do PCC
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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O elo entre Everton e Deolane Bezerra Santos é central na investigação, e foi imprescindível para comprovar a participação da advogada na engrenagem de lavagem de dinheiro da facção.
Na função de gestor indireto da Lopes Lemos Transportadora, empresa de fachada, Everton orientava o administrador operacional Ciro César Lemos a realizar depósitos em contas de Deolane.
Tais pagamentos faziam parte do acerto mensal ou “balancete” da facção. Foram identificadas 34 transações com intermediários idênticos, o que sugere uma rede de repasses triangulados para fragmentar a trilha do dinheiro (layering).
Ambos utilizam os serviços de Eduardo Affonso Rodrigues, apontado como o contador do esquema, responsável por constituir e manter empresas de fachada para os dois investigados.
A investigação chama tais empresas de “espelho”, pois identificou que elas funcionam sob o mesmo modus operandi: estão localizadas em endereços residenciais sem atividade real, ou até mesmo compartilham o mesmo local físico para diferentes CNPJs.
Deolane também aparece como representante legal de Everton em registros policiais e como testemunha em ocorrências nas quais ele figura como vítima.
A relação dos dois se mostrou ainda mais sólida com a declaração de Everton em interrogatório de que alugava um apartamento da advogada no bairro Tatuapé, na zona leste de São Paulo, por R$ 5 mil mensais.
Segundo a polícia, depoimentos de ex-integrantes da facção e registros em redes sociais sugerem uma amizade íntima entre os dois, com a presença de Everton em eventos familiares da advogada.
Entenda a cronologia da operação contra Deolane e o PCC
- A investigação iniciou em 2019, quando policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
- Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e a possíveis ataques contra agentes públicos.
- A Polícia Civil notou a menção a uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques do PCC, e chegou a uma transportadora, o que deu início à segunda etapa da investigação.
- Batizada de Lado a Lado e deflagrada em 2021, a operação revelou a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC, além de movimentações financeiras incompatíveis e crescimento econômico sem lastro.
- Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular com indícios de repasses financeiros a Deolane, além de estreitos vínculos da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
- Deolane, segundo os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso, em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC.
- Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão, o que fundamentou o desdobramento desta quinta-feira.


