O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos prendeu, nesta segunda-feira (13/4), o deputado federal cassado Alexandre Ramagem. Em comunicado, a Polícia Federal (PF) disse que a prisão ocorreu “em cooperação internacional entre Brasil e EUA.
Ramagem foi detido pelos agentes do ICE em Orlando, na Flórida, e levado para um centro de detenção devido a questões migratórias. Ele perdeu o passaporte diplomático após ter o mandato de deputado federal cassado pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025. A informação foi confirmada pelo Metrópoles com a Polícia Federal e com o ICE.


Preso nos EUA, Ramagem chamou Moraes de “criminoso” e “gangster”
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Rebeca Ramagem e Alexandre Ramagem
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Alexandre Ramagem
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Ramagem foi detido pelos agentes do ICE em Orlando, na Flórida, e levado para um centro de detenção por conta de questões migratórias
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Ramagem perdeu o passaporte diplomático após ter o mandato de deputado federal cassado pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025
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O ex-parlamentar está foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2025.
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“A Polícia Federal informa que um brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal foi preso nesta segunda-feira (13/4), em Orlando/ Flórida, pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) dos Estados Unidos (EUA). A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, diz PF.
O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde setembro de 2025. A fuga ocorreu durante o julgamento dele na trama golpista, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 16 anos de prisão.
Em 30 de dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição de Alexandre Ramagem à Embaixada do Brasil em Washington, que enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA.
Investigadores da PF descobriram que Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (RR). A investigação apurou que, após chegar a Roraima, ele seguiu de carro e cruzou a fronteira – onde apenas um rio separa os dois países.




