A repórter Karine Alves, da TV Globo, viralizou nas redes sociais ao quebrar o protocolo da transmissão do Bom Dia, Brasil. Nesta quarta-feira (10/6), ela usou o espaço para criticar a atual postura que o governo dos Estados Unidos (EUA) está adotando com jogadores de seleções de países do Oriente Médio e da África durante os dias que antecedem a Copa do Mundo.
Entre as práticas criticadas pela jornalista estão a falta da distribuição da cota mínima de 8% dos ingressos aos torcedores do Irã e o desembarque dos atletas do Senegal, que foram recebidos com revistas rigorosas e um alto esquema de segurança no aeroporto.
Repórter da Globo quebra protocolo e expõe situação vexatória que muçulmanos e pessoas negras estão enfrentando ao entrar nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. pic.twitter.com/1yUzNpHfEc
— POPTime (@poptime) June 10, 2026
“Até agora a Fifa não se manifestou sobre isso. É uma situação lamentável, porque no meio de uma Copa do Mundo, não poder torcer para sua seleção é complicado”, afirmou. “Esse rigor não está acontecendo só com torcedores. Isso é inconcebível. A Copa nem começou e já vemos imagens como essa“, acrescentou.


Repórter da Globo quebra protocolo e critica postura dos EUA na Copa do Mundo
Reprodução/Globo

Imagens mostram seleção do Senegal sendo revistada duramente após chegada no aeroporto
Reprodução/Globo

Imagens mostram seleção do Senegal sendo revistada duramente após chegada no aeroporto
Reprodução/Globo

Repórter Karine Alves, da Globo, foi alvo de revista no aeroporto ao chegar nos EUA
Reprodução

Repórter da Globo quebra protocolo e critica postura dos EUA na Copa do Mundo
Reprodução/Globo
Repórter foi revistada no aeroporto ao chegar aos EUA
Por fim, Karine Alves compartilhou com os telespectadores que também foi alvo das duras medidas contra estrangeiros e pessoas negras que chegam aos Estados Unidos para a Copa do Mundo.
“Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu não entendi direito, mas pediram para eu levantar o cabelo de uma forma um pouco ríspida“, relatou. “Eu fiquei sem ação, mas consegui entender no final e levantei o cabelo”, contou.
“Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, que outras colegas não passaram por aqui”, finalizou.


