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Réu é absolvido da acusação de matar o blogueiro Adriano Farias, de Junqueiro


Conselho de Sentença acolheu tese da defesa, que negou autoria de Carlos Henrique Ferreira Santos

O Tribunal do Júri absolveu, nessa segunda-feira (5), Carlos Henrique Ferreira Santos, acusado de assassinar o blogueiro político Adriano de Farias Firmino Silva, de Junqueiro. O julgamento ocorreu no Fórum do Barro Duro, em Maceió.

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Preso preventivamente desde agosto de 2024, Carlos Henrique era apontado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) como o responsável pela execução do homicídio. Durante o julgamento, porém, o Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa de negação de autoria e decidiu pela absolvição do réu.

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O Ministério Público deve recorrer da decisão.

O crime ocorreu em 18 de junho de 2024, no povoado Retiro, na zona rural de Junqueiro. Adriano dirigia um veículo vermelho quando foi emparelhado por outro automóvel, de onde ocupantes efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O Ministério Público sustentava que a execução esteve ligada a divergências políticas e pessoais decorrentes de críticas publicadas pelo blogueiro em suas redes sociais sobre a gestão pública municipal.

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Durante a sessão do júri, a defesa sustentou a tese de álibi e insuficiência de provas para a autoria, demonstrando aos jurados que o acusado estava em um restaurante no município de Limoeiro de Anadia no momento exato em que o crime era cometido. A defesa apresentou depoimentos de testemunhas e comprovantes de pagamentos que respaldaram o deslocamento do réu. Durante o interrogatório oficial, Carlos Henrique respondeu apenas aos questionamentos formulados por seus advogados e reiterou não ter qualquer relação com o assassinato.

Apesar da absolvição do acusado apontado como executor, as investigações para esclarecer o crime e identificar a autoria intelectual continuam em andamento. O Ministério Público de Alagoas informou que a apuração referente aos supostos mandantes e demais coautores prossegue em um inquérito paralelo conduzido pela Polícia Civil.



Fonte: Gazetaweb