ASA lidera invicto, CSA confirma a segunda vaga, CRB perde de virada para o Coruripe e chega pressionado ao mata mata, Murici vence o CSE por 3 x 1 e carimba semifinal, e o resultado no litoral rebaixa o time de Palmeira
A rodada final do Alagoano entregou o pacote completo: G4 definido, semifinais desenhadas e rebaixamento decidido no detalhe. Fechou assim: ASA em primeiro, CSA em segundo, CRB em terceiro e Murici em quarto. A partir daqui, é outro campeonato, e o erro que ontem era “só um susto”, agora vira eliminação.
O ASA confirmou a liderança com cara de time pronto. Venceu o Penedense por 2 x 0, chegou aos 17 pontos, manteve a invencibilidade e ainda mostrou um detalhe que vale ouro em mata mata: resolve cedo e controla depois. O primeiro gol saiu logo aos 3 minutos, em falta cobrada por Allef e desvio contra do volante Tiago. Aos 34, Alex Bruno aproveitou o rebote para marcar o quinto dele no Estadual. Liderança carimbada, moral alta.
No Rei Pelé, o CSA fez o dever de casa e não ficou refém de ninguém. 2 x 0 no Cruzeiro, um gol em cada tempo. Kaike cruzou no segundo pau e Buba abriu de cabeça. No segundo tempo, Ciel participou da jogada e Ronaldo Mendes insistiu no rebote para ampliar. Vitória que confirma o segundo lugar e mantém o CSA invicto, com a sensação de que o time chega inteiro para o que realmente importa.
A virada que mudou a tabela aconteceu em Coruripe. O CRB perdeu por 2 x 1 e, junto com a derrota, ajudou a escrever o enredo mais improvável do sábado. O Coruripe chegou à última rodada sem vencer, com 2 pontos em 6 jogos. Aí, justamente na hora mais pressionada, venceu, foi a 5 e escapou. O jogo ainda teve um componente surreal: apagão nos refletores do Gerson Amaral, paralisação longa e uma partida que pareceu não acabar. No fim, Kassinho fez o gol da virada, e o CRB saiu com um recorte que preocupa.
O efeito disso foi direto e pesado: o Coruripe escapou e empurrou o CSE para o rebaixamento. O CSE caiu. É o tipo de sentença que dói mais porque não veio com goleada, veio com matemática e silêncio.
Em Murici, o Murici fez o que time organizado faz quando tem a faca na mão: não brinca. Venceu o CSE por 3 x 1 e confirmou vaga nas semifinais. Teve gol contra de Eduardo Leite, pênalti convertido por Léo Itaperuna e mais um gol do próprio Léo após recuperar a bola na saída do adversário. O CSE ainda descontou no fim, mas o jogo já estava decidido. Murici fecha em 4º com moral e com a mensagem mais objetiva possível: entrou para disputar, não para completar tabela.
Semifinais: ASA x Murici, CSA x CRB. E tem um detalhe que dá pista do que vem por aí: na primeira fase, ASA x Murici terminou 0 x 0, CSA x CRB terminou 1 x 1. Jogo de margem curta, jogo que pune desatenção.
ASA e CSA chegam invictos, com confiança e estabilidade. O CRB, ao contrário, chega no pior recorte: três jogos sem vencer, um empate e duas derrotas, 6 gols sofridos e só 2 marcados. Momento pesa. Mata mata costuma cobrar caro.


