Recentemente, a Caixa Seguridade comentou a esta coluna que pretende dar continuidade ao programa de dividendos trimestrais em 2025. Antes, a empresa pagava dividendos semestralmente em maio e novembro, mas passou a remunerar os investidores trimestralmente a partir de maio de 2024. A seguradora adota como estratégia distribuir 90% do seu resultado em dividendos todo ano.
No setor elétrico, a preferência é por transmissoras, mesmo que estas empresas sejam consideradas caras por alguns agentes de mercado. A ação favorita é a ISA Energia (ISAE4), com dividend yield projetado para 2025 de 9,2%.
Natal destaca que normalmente os contratos de transmissoras são reajustados por índices de inflação, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Por conta disso, há uma previsibilidade muito grande na receita dessas companhias e resiliência nos lucros. “Isso faz com que estes segmentos sejam bons pagadores de dividendos”, opina.
Como é um setor resiliente e que provavelmente blindará as carteiras dos investidores em 2025, Natal acredita que é natural que as ações de transmissoras não estejam baratas, porque acabam atraindo muitos acionistas. O importante, segundo ele, é enxergar as transmissoras com um olhar de longo prazo, no qual compensa ter as ações para receber bons dividendos.
Em commodities, a principal escolha de Natal é pela Petrobras (PETR4), para a qual enxerga potencial de se tornar uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa em 2025. O dividend yield esperado para o próximo ano está no patamar de 14%, considerando um barril de petróleo de US$ 77. Nesta projeção, o Itaú BBA espera dividendos ordinários de 12% (US$ 10,7 bilhões) e proventos extraordinários de 2% (US$ 1,7 bilhão).
A visão do Itaú BBA é muito positiva para a empresa, por uma combinação de fundamentos sólidos e governança aprimorada. Além disso, é esperado um crescimento de produção nos próximos anos, enquanto os preços do petróleo e margem de refino ainda estão elevados.


