Lázaro Ramos está encarando um novo desafio em sua carreira. Aos 47 anos, o ator vai interpretar seu primeiro vilão em A Nobreza do Amor, nova novela das seis da Globo, que estreia na próxima segunda-feira, 16 de março.
Ambientada na década de 1920, a trama acompanha a princesa Alika, personagem de Duda Santos, que foge do reino africano de Batanga ao lado da mãe, a rainha Niara, interpretada por Erika Januza. As duas deixam o território para escapar das ações de Jendal, personagem de Ramos, que assume o papel de antagonista na história.
Em entrevista à coluna, durante a festa de lançamento da novela, o ator comentou a experiência de interpretar seu primeiro vilão em novelas e falou sobre o entusiasmo com o novo trabalho na dramaturgia.
“Uma novela que estou tão feliz em fazer, tão encantado. É um desafio fazer vilão, que nunca fiz. Mas estou fazendo com uma paixão, como se estivesse começando na profissão.” afirmou.
No papo, o ator também detalhou as características do personagem e explicou o que mais chama sua atenção na construção de Jendal ao longo da trama.
“O que mais me instiga nele é que eu nunca fiz. Ele é bem malvado, muito ambicioso, manipulador e vaidoso. Com o poder nas mãos, ele vai causar muitos problemas. É um lugar que não estou acostumado a estar. Em geral, o sorriso do Lazinho está sempre presente…” disse.


Lázaro Ramos
Globo/Lilo Oliveira

Lázaro Ramos
Globo/Lilo Oliveira

Lázaro Ramos
Globo/Lilo Oliveira

Lázaro Ramos
Globo/Estevam Avellar
O desafio do vilão
Lázaro ainda comentou o processo de preparação para interpretar o vilão e comparou o estudo do texto da novela ao trabalho desenvolvido no teatro.
“Esse é um personagem diferente. Está sendo bom, porque esse texto maravilhoso que chega, estudo com muita dedicação, como se fosse uma peça de teatro.” contou.
Durante a entrevista, o ator também mencionou as dificuldades de encontrar o tom adequado para o personagem, que exige uma abordagem diferente de outros papéis que já interpretou.
“Estou achando difícil porque, no geral, quando a gente chega para fazer as cenas, já tem uns recursos que a gente sabe que são sedutores de fazer. E o Jendal tem que estar em outro lugar.” explicou.
Por fim, ele falou sobre o interesse pelo projeto desde o início e destacou os elementos que chamaram sua atenção na proposta da novela, que é é uma fábula afro-brasileira que destaca a realeza e afetividade negra.
“O que me encantou foi poder estar nessa novela. Antes de saber detalhes do personagem, me encantei com a história e com o contexto. Essa estética do continente africano, junto com a estética nordestina… Anos 1920, humor, vilania, uma fábula. Quis estar dentro dessa novela, fazendo essa história.” declarou.


