O sargento do Exército que atropelou a jovem Maria Clara, de 20 anos, no Riacho Fundo (DF), foi preso nesta segunda-feira (27/4). Identificado como Guilherme da Silva Oliveira (foto em destaque), de 22 anos, ele se apresentou à delegacia acompanhado do pai e entregou o veículo, que passará por perícia, de acordo com a Polícia Civil.
Veja o momento da prisão:
Em nota, a Polícia Civil informou que o atropelamento foi proposital. Os demais ocupantes do carro, presentes no momento do crime — ocorrido no último sábado (25/4) — foram identificados, ouvidos e liberados. A corporação também descartou a hipótese de importunação sexual, levantada inicialmente por testemunhas e familiares.
O caso, que inicialmente era investigado como acidente de trânsito com vítima e fuga do local — já que o motorista não prestou socorro —, foi reclassificado. Após interrogatório e coleta de depoimentos, Guilherme passará a responder por tentativa de homicídio.
Imagens:


Momento em que a mulher é atropelada e o motorista foge
Imagem cedida ao Metrópoles

Carro do sargento do Exército que vai ser periciado
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Motorista sendo levado para a carceragem do Exército
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Maria Clara, vítima que foi atropelada
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A jovem foi atropelada enquanto passava pela faixa de pedestre
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Momento em que a vítima é socorrida pelo Corpo de Bombeiros
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A coluna entrou em contato com a instituição, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.
O atropelamento
Maria Clara foi atropelada e arrastada pelo veículo. Ela estava acompanhada de uma amiga e, segundo relatos, foi atingida ao atravessar a faixa de pedestres. Em seguida, o motorista deu ré em alta velocidade e a atropelou novamente.
Câmeras de segurança de um comércio registraram o momento do crime. A amiga da vítima, que presenciou toda a ação, correu desesperada para prestar socorro.
Vídeo:
A jovem passaria por uma cirurgia nesta segunda-feira, mas o procedimento foi adiado devido a inchaços. Segundo a mãe, Sara Leão, Maria Clara permanece internada na UTI de um hospital particular, com fraturas na bacia e em ossos do rosto.
De acordo com Sara, pouco antes do ocorrido, a jovem esteve em uma distribuidora de bebidas da região, cujo proprietário é conhecido da família. “Ela ficou lá por pouco tempo. Testemunhas relataram que um homem teria mexido com ela, mas ela nem se lembra”, afirmou.
“Nada justifica o que ele fez”
Após o atropelamento, testemunhas disseram que o motorista estava no local com um grupo de amigos e apresentava sinais de alteração. Segundo esses relatos, ele teria importunado mulheres presentes, incluindo a vítima, que teria rejeitado a abordagem — versão posteriormente descartada pela Polícia Civil.
A investigação é conduzida pela 29ª Delegacia de Polícia do Riacho Fundo.

