O piloto da Williams, Carlos Sainz, afirmou que o grave acidente envolvendo Oliver Bearman no Grande Prêmio do Japão deste domingo (29) era “um incidente anunciado” e defendeu que a FIA e a Fórmula 1 precisam ouvir os pedidos por mudanças.
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De acordo com a equipe Haas, o carro de Bearman colidiu contra as barreiras com uma força de 50G na curva Spoon, após se aproximar do Alpine de Franco Colapinto com uma diferença significativa de velocidade entre os dois carros.
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Ao tentar evitar o contato, o piloto da Haas desviou para a esquerda, saiu da pista, passou pela grama e atravessou uma placa de sinalização. O britânico de 20 anos perdeu o controle do carro a 308 km/h, o que levou à entrada do safety car em um momento decisivo da corrida.
A equipe informou que Bearman, visto mancando ao deixar o carro, não sofreu fraturas, mas teve uma contusão no joelho direito em decorrência do impacto.
“Ele vinha com uma velocidade de aproximação muito alta em relação ao carro da frente, precisou desviar, foi para a grama e acabou batendo. Assustador”, declarou o chefe da equipe, Ayao Komatsu, à Sky Sports durante a prova.
As grandes diferenças de velocidade na pista vêm sendo apontadas como consequência da nova era de motores e regulamentos da categoria, além da necessidade de os pilotos gerenciarem um uso mais intenso da energia elétrica.
Sainz, que também é diretor da Associação de Pilotos de Grandes Prêmios, afirmou que os competidores já vinham alertando para o risco de acidentes desse tipo e cobrou uma ação da FIA.
“Estamos avisando há tempos que isso iria acontecer. Esse tipo de diferença de velocidade e esse tipo de acidente eram inevitáveis. Não estou satisfeito com o que temos até agora”, disse.
O espanhol ainda defendeu mudanças para aumentar a segurança. “Espero que encontremos uma solução melhor, que não gere essas diferenças enormes de velocidade e proporcione corridas mais seguras. Tivemos sorte de haver uma área de escape aqui. Imagine isso em circuitos como Baku, Singapura ou Las Vegas, com muros tão próximos”, completou.
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, concordou que a categoria precisa reavaliar a situação.
“Os regulamentos ainda estão em estágio muito imaturo. A FIA e as equipes vão analisar o acidente com muito cuidado para entender como evitar esse tipo de situação”, afirmou o dirigente.



