O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou ao primeiro-ministro australiano que conceda asilo às jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã. A equipe foi eliminada da Copa da Ásia no domingo (8) após derrota por 2 a 0 para as Filipinas. Trump fez o pedido nesta segunda-feira (9).
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A delegação iraniana está hospedada na Gold Coast, no estado de Queensland. Trump classificou como “um grave erro humanitário” a decisão da Austrália de permitir o retorno das atletas ao país de origem.
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Pedido público nas redes sociais
O presidente americano usou a plataforma Truth Social para se manifestar sobre o caso. Trump dirigiu-se diretamente ao primeiro-ministro australiano.
“A Austrália está cometendo um terrível erro humanitário ao permitir que a Seleção Nacional Feminina de Futebol do Irã seja forçada a retornar ao Irã, onde provavelmente serão mortas. Não faça isso, Sr. Primeiro-Ministro, conceda ASILO. Os EUA as acolherão se o senhor não o fizer. Agradeço sua atenção a este assunto”, escreveu Trump.
Críticas ao comportamento durante a competição
As jogadoras iranianas foram chamadas de “traidoras em tempos de guerra” por não cantarem o hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul. A estreia da seleção na Copa da Ásia ocorreu no último fim de semana.
O período coincidiu com ataques aéreos conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os ataques resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
O governo do Irã reagiu negativamente à postura das jogadoras. Na partida seguinte, contra a Austrália, as atletas foram forçadas a saudar o hino nacional. Elas realizaram uma saudação militar.
Ativistas de direitos humanos temem que as mulheres tenham sido coagidas por agentes do governo. Fontes ouvidas pela CNN informam que as atletas e seus familiares estão sob forte vigilância.
Mobilização pela segurança das jogadoras
Uma petição reuniu mais de 66 mil assinaturas. O documento solicita que o governo australiano impeça a saída da equipe do país enquanto houver riscos reais à segurança das jogadoras.
Após a eliminação da competição, alguns torcedores tentaram impedir a saída do ônibus da delegação. Eles gritavam: “Salvem nossas meninas!”.
Beau Busch, presidente da FIFPRO (Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais), informou não ter conseguido entrar em contato com as atletas para oferecer asilo na Austrália.
A maior parte do espaço aéreo no Oriente Médio permanece fechado em consequência da guerra. Isso pode afetar os planos de retorno da delegação iraniana.
Não há informações sobre a resposta oficial do governo australiano ao pedido de Trump. Também não está claro se as autoridades australianas estão considerando conceder asilo às atletas.




