Sem água e expostos ao sol: trabalhadores vivem situação de exploração em pedreiras do Sertão


Trabalhadores vivem situação de exploração em pedreiras do Sertão. Luciano Barbosa/IPMA

A Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia do Rio São Francisco (FPI) em Alagoas identificou, nesta sexta-feira (29), trabalhadores submetidos a condições precárias em duas pedreiras no município de Estrela de Alagoas. Além da exploração mineral irregular e dos impactos ambientais, a equipe constatou ausência de direitos trabalhistas, jornadas exaustivas e falta de equipamentos de proteção.

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Em uma das pedreiras, conhecida como sítio Boqueirão, os trabalhadores recebem apenas R$ 600 para produzir mil paralelepípedos, tarefa que pode levar até cinco dias. Eles estavam sem água potável, local de descanso ou sanitários, além de atuarem expostos ao sol, à chuva e ao barulho intenso das pedras, usando apenas chinelos.

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Trabalhadores vivem situação de exploração em pedreiras do Sertão. Luciano Barbosa/IPMA

Segundo o coordenador da equipe de fiscalização, Rafael Vanderley, além da irregularidade ambiental — sem licenças de operação ou acompanhamento técnico —, a investigação busca mapear toda a cadeia produtiva, incluindo compradores, atravessadores e eventual envolvimento do poder público. Parte da produção é usada na pavimentação de municípios vizinhos.

“O trabalho é totalmente artesanal, feito em condições precárias. Estamos apurando quem está por trás da comercialização dessas pedras para responsabilizar tanto na esfera ambiental quanto trabalhista”, explicou ele.

Trabalhadores vivem situação de exploração em pedreiras do Sertão. Luciano Barbosa/IPMA

Em Estrela de Alagoas, a primeira pedreira fiscalizada possui cerca de 10 tarefas de exploração, enquanto a segunda chega a 60. Nenhuma das áreas possui licença de operação ou acompanhamento técnico.

*com informações da assessoria.

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Fonte: Gazetaweb