O pastor Silas Malafaia foi um dos principais líderes evangélicos ligados ao bolsonarismo presentes na 19ª edição da Marcha para Jesus no Rio de Janeiro, um dos maiores eventos cristãos do país, que reuniu milhares de fiéis na capital fluminense neste sábado (23/5).
Em seu discurso, Malafaia vinculou decisões eleitorais a valores religiosos e fez críticas a cristãos que, segundo ele, não utilizam suas convicções de fé na política.
“O comunista é comunista em casa, no trabalho, na escola, nas relações sociais e na hora de votar. Cristianismo não é religião, gente. Cristianismo é estilo de vida. […] O comunista é comunista em tudo, até na hora de votar. Mas os crentes, não. São crentes em tudo, mas na hora de votar, vota em vagabundo, vota em ladrão, vota em gente que nos odeia, vota em gente que odeia a Bíblia”, disse o pastor.
Malafaia afirmou ainda que “homens maus” estão no controle da nação. “Gente que odeia os princípios da palavra, gente que defende aborto, gente que defende ideologia de gênero, gente que defende devassidão moral”, citou.
A marcha, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado desde 2023, começou por volta das 14h. O público, concentrado na Avenida Presidente Vargas, seguiu em caminhada até a Praça da Apoteose.
No palco montado no local, artistas da música gospel comandam a programação gratuita, prevista para durar até às 22h. A expectativa é de que mais de 300 mil pessoas participem do evento.
Ausência de Flávio Bolsonaro
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), era aguardado por aliados, mas cancelou a participação de última hora. Segundo a assessoria do parlamentar, ele permaneceu em Brasília neste fim de semana para reuniões com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Antes de conduzir uma oração, Malafaia chamou ao palco o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), adversário do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo estadual.
Ao apresentar o pré-candidato ao Palácio Guanabara, o pastor afirmou que o deputado representava “tudo que é poder”. “Presidente da República, governador, prefeito, senador, deputado”, disse.


