CORREGEDOR
Votação anterior foi cancelada porque Benedito poderia não ser aprovado
O Senado aprovou o nome de Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) até 2028. 53 senadores votaram a favor da indicação de Benedito para o CNJ. 16 votaram contra.
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Votação anterior foi cancelada porque Benedito poderia não ser aprovado. No dia 20 de maio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interrompeu a sessão após constatar que apenas 59 dos 67 senadores presentes registraram voto — número insuficiente para garantir o número necessário para aprovação, que requer a maioria absoluta de votos (41).
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Senadores da oposição pediram que a votação fosse concluída com os votos já computados, mas o presidente do Senado optou pelo adiamento. “A posse do novo corregedor ocorrerá em 3 de setembro. Portanto, como temos muito prazo, determino o cancelamento da votação”, disse Alcolumbre.
Ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Benedito apresentou à corte uma declaração de impedimento para julgar qualquer processo relacionado ao Banco Master. Benedito participou como palestrante de um evento jurídico em Londres, em abril de 2024, patrocinado pelo Banco Master e que teve a presença de diversas autoridades do Judiciário brasileiro.
Em paralelo a esse evento, Daniel Vorcaro promoveu uma degustação de whisky Macallan para ministros e outras autoridades, com custo estimado de R$ 3,3 milhões. De acordo com reportagem do site Poder 360, Benedito foi um dos participantes do evento.
Quem é Benedito Gonçalves
Benedito Gonçalves tem mais de 50 anos de carreira no serviço público, sendo 38 deles na magistratura. Começou como inspetor de alunos no Rio de Janeiro nos anos 1970, passou por papiloscopista na Polícia Federal e delegado de polícia no Distrito Federal antes de ingressar na carreira de juiz federal, em 1988, onde atuou em unidades do Rio de Janeiro, do Paraná e do Rio Grande do Sul.
Dez anos depois, Benedito foi promovido a desembargador do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). Em 2008, chegou ao STJ, onde atua até hoje.
O CNJ, órgão que Benedito pode assumir, é responsável por fiscalizar a atuação administrativa, financeira e disciplinar do Judiciário brasileiro. O conselho tem poder para investigar e punir magistrados e servidores. Também cabe ao órgão padronizar procedimentos e zelar pela transparência e eficiência dos tribunais em todo o Brasil.


