19/05/2025 12:45 | Saúde
Sesau acende o alerta contra a leptospirose diante dos temporais que atingem Alagoas
Doença é transmitida através de contato com água contaminada pela urina de roedores infectados pela bactéria Leptospira
A orientação para evitar a leptospirose é não se expor a água de enchentes, alagamentos e inundações
Carla Cleto / Ascom Sesau
Josenildo Törres / Ascom Sesau
Diante
dos temporais que atingem Alagoas desde a última sexta-feira (15) e com base na
previsão de que as chuvas devem continuar nesta segunda-feira (19), a
Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) acende o alerta sobre a prevenção da leptospirose.
Isso porque, a doença é transmitida pela bactéria Leptospira, que se dissemina
por meio da água de enchentes, alagamentos e inundações contaminada
principalmente pela urina de roedores, que são os principais vetores.
Por
ficarem em bueiros e locais com entulhos e deficiência de saneamento básico, os
roedores infectados pela bactéria Leptospira urinam nestes locais. Com isso,
quando há enchentes, alagamentos e inundações, as pessoas que mantêm contato
com esta água contaminada podem ser atingidas pela bactéria, que penetra no
organismo por meio da pele desprotegida.
Por esta
razão, conforme a superintendente de Vigilância e Controle de Doenças
Transmissíveis da Sesau, Waldineia Silva, a recomendação é não manter contato
com água de enchentes e alagamentos. Caso não seja possível evitar, se faz
necessário usar botas e luvas de borracha, bem como manter os ambientes
residenciais sempre limpos, para evitar a proliferação de roedores.
“A
medida preventiva mais eficaz para evitar se contaminar pela bactéria Leptospira
é evitar o contato com a água de enchentes e alagamentos. Mas se não for
possível, que se tenha pelo menos o cuidado de usar os EPIs [Equipamentos de
Proteção Individual], não negligenciando sobre o controle vetorial dos
roedores”, orienta Waldineia Silva.
Sintomas
da doença
Entre os
principais sintomas da leptospirose, que costuma se manifestar entre o 1º e o
30º dia após a contaminação, estão febre alta, dor de cabeça, calafrios,
náuseas, vômitos e dor muscular intensa, principalmente na panturrilha. Já nos
casos mais graves, o paciente pode ser acometido por insuficiência renal e hemorragia
pulmonar, o que aumenta a probabilidade de morte.
Segundo
dados da Sesau, este ano, no período de janeiro a abril, foi registrado um
caso, mas não houve óbito. Já no ano passado foram notificados 40 casos e seis
óbitos. Os dados foram tabulados do Sistema de Informação sobre Mortalidade
(SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), vinculados
ao Ministério da Saúde (MS).
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