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Síria aponta ligação do ISIS com ataques durante visita de Macron


Investigações preliminares apontam envolvimento do Estado Islâmico (ISIS) em atentados em Damasco, capital da Síria, durante visita do presidente da França, Emmanuel Macron, ao país. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (10/7) pelo chefe de Segurança Interna de Damasco, brigadeiro-general Ahmad al-Dalati.

Segundo o militar, investigações preliminares mostraram que os suspeitos presos pelas explosões mantinham uma célula afiliada ao ISIS. O grupo terrorista não reivindicou os ataques até o momento.

O número de detidos, além de suas identidades, não foram reveladas por autoridades sírias.

Na terça-feira (7/7), duas bombas improvisadas foram localizadas por forças de segurança nas proximidades do Ministério do Turismo, na capital Damasco. Antes de serem desativados, os artefatos explodiram, matando uma pessoa e deixando ao menos 36 feridos.

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do Metrópoles

No mesmo dia, o presidente francês, Emmanuel Macron, realizava a primeira visita de um chefe de Estado ao país desde a queda de Bashar al-Assad, no fim de 2024. O encontro com o atual líder sírio, Ahmed al-Sharaa, restabeleceu as relações diplomáticas entre França e Síria.

ISIS mantém presença na Síria

No início dos anos 2010, o ISIS aproveitou a instabilidade política enfrentada pela Síria e dominou grandes partes do território do país — assim como áreas no Iraque, que, somadas, se comparavam ao tamanho de Portugal.

Em 2019, a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos conseguiu expulsar o grupo terrorista de seu último reduto na Síria. Dois anos antes, em 2017, o Estado Islâmico também havia sido derrotado no Iraque. A organização jihadista, então, migrou as atividades para a África, mas manteve presença no país. 

Apesar do fim do controle territorial, a Síria foi o país mais afetado por ações do ISIS no último ano. Segundo o relatório Global Terrorism Index 2026, publicado pelo Instituto para Economia e Paz, o país registrou 238 incidentes envolvendo terroristas do ISIS em 2025.



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