O incêndio que destruiu 27 boxes no Bloco C da Feira dos Importados de Brasília (FIB), na manhã de segunda-feira (11/5), ocorreu enquanto o centro comercial passava por um processo de adequação às normas de segurança contra incêndio e pânico. Segundo a administração da feira e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o local estava sob fiscalização periódica e executava etapas de um projeto preventivo.
O vice-presidente da Cooperativa dos Empresários da Feira dos Importados de Brasília (Cooperfim), que faz a gestão da FIB, Absalão Ferreira Calado, detalhou que o sistema de combate a incêndio está sendo implantado em fases, e ainda não estava concluído. Até agora, foram implantadas a casa de máquinas, a setorização do sistema elétrico e duas caixas d’água de 250 mil litros.
A setorização da rede elétrica, outra etapa do projeto, permitiu que a feira reabrisse nesta terça-feira. “Isso está nos permitindo hoje ter luz no Bloco A, no Bloco B e em parte do Bloco C”, explicou Marcelle Secchin, assessora da FIB. Durante o incêndio, duas caixas de energia do Bloco C foram atingidas, mas, devido à substituição de todo o cabeamento e fiação elétrica realizada anteriormente, o impacto foi contido.


A Feira dos Importados de Brasília foi atingida por um incêndio de grandes proporções na segunda-feira
HUGO BARRETO / METRÓPOLES

27 boxes ficaram completamente destruídos após incêndio na Feira dos Importados de Brasília
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O rastro de destruição é visível na reabertura da feira nesta terça-feira
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O Bloco C segue parcialmente interditado após o incêndio
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Durante a madrugada e a manhã desta terça-feira, trabalhadores atuaram para limpar e retirar destroços do fogo
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Segundo a administração da feira, os boxes serão reconstruídos
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As próximas fases do planejamento estratégico contra incêndio preveem obras mais complexas.
“Vamos executar a parte dos hidrantes, que será uma obra grande para cortar os corredores para instalar os hidrantes”, afirmou Absalão. A instalação de sprinklers (chuveiros automáticos) também está prevista.
Segundo o CBMDF, a cooperativa apresentou documentação técnica e um cronograma de obras que prevê a implementação total dos sistemas preventivos entre agosto de 2025 e janeiro de 2027. Diferentemente da FIB, a Feira da Cultura, Arte e Beleza (Fecab), localizada na parte de trás, ainda possuía pendências documentais junto à corporação.
Atualmente, o complexo é cercado por três áreas comerciais distintas:
- Fecab na parte de trás da feira;
- Feira de Grãos, na lateral, entre a FIB e o Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF);
- O espaço de atuação de profissionais que instalam película e fazem manutenção de som automotivo, os chamados “peliquieros”, na outra lateral da feira.
Suporte aos lojistas atingidos
Dos mais de 550 boxes do Bloco C da feira, os 27 que foram totalmente destruídos permanecem isolados. Para minimizar os prejuízos, a administração anunciou as seguintes medidas:
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- Realocação: Os lojistas atingidos trabalharão provisoriamente em bancas montadas no corredor central, entre os blocos B e C.
- Infraestrutura: Equipes trabalham para restabelecer a energia na metade do Bloco C que não foi afetada pelas chamas.
- Reconstrução: A cooperativa assumiu o compromisso inicial de reconstruir as estruturas físicas destruídas.
“A gente entende que é um momento de dificuldade e lamenta profundamente. Estamos buscando soluções para diminuir o prejuízo dos feirantes”, concluiu Absalão Calado.
O vice-presidente ainda fez um pedido aos comerciantes: “Tenham cuidado ao sair e desliguem todos os aparelhos eletrônicos. Não deixem nada ligado, pois isso pode ser o estopim para um incêndio”.


