O cerco político em torno da candidatura de Davi Davino Filho ao Senado se intensificou nas últimas semanas. Sem o apoio de um candidato ao governo e fora das grandes estruturas partidárias, ele é tratado por adversários como um nome isolado.
Ainda assim, mantém a candidatura. E não sinaliza recuo.
As primeiras pressões vieram pela legenda. Houve tentativa de inviabilizar sua participação na disputa. Davi resistiu e obteve do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, a garantia de que terá o partido para concorrer ao Senado.
Superada essa fase, vieram os convites.
Propostas para disputar o governo, compor como vice e até retornar à Câmara Federal foram colocadas. Em todos os casos, o objetivo era o mesmo: tirá-lo da disputa ao Senado.
Ele recusou. E manteve o plano.
Davi afirma a interlocutores que quer apenas disputar a eleição. “Deixem o povo escolher”, resume. A estratégia é ir para a urna sem depender de acordos prévios.
O cenário inclui nomes com maior estrutura política, como Renan Calheiros, Arthur Lira, Alfredo Gaspar, Ronaldo Lessa e Eudócia Caldas. Davi é o único sem mandato, sem cargos e sem base consolidada no interior.
Mesmo assim, segue na disputa.
Nos últimos dias, adotou postura mais reservada e reduziu declarações públicas. A avaliação é de que aguarda a definição das chapas majoritárias, especialmente para o governo, antes de avançar na exposição da candidatura.
Por ora, mantém o projeto, tenta a sobreviver a pressões – até seu nome foi retirado de pesquisas – e a decisão de ir até o fim.
Como ele já disse, só não seria candidato ao Senado se for da vontade de Deus ou se não tiver legenda.


