Câmera mostra momento do resgate de mulher que morreu após passar mal em aula de natação em SP | Foto: Reprodução
Subiu para seis o número de alunos com sinais de intoxicação após uma aula de natação na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). No último sábado (7), a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal depois de…
Subiu para seis o número de alunos com sinais de intoxicação após uma aula de natação na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
No último sábado (7), a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal depois de sair da aula e morreu horas depois no Hospital Santa Helena, em Santo André.
A principal suspeita das autoridades é que a manipulação de produtos químicos para limpeza da piscina próximo à área de aula pode ter afetado as pessoas, já que o espaço é fechado e tem pouca ventilação.
Além da aluna que morreu, outras cinco pessoas precisaram de atendimento. As vítimas são:
- Vinicius de Oliveira (marido de Juliana): internado em estado grave na UTI, com insuficiência respiratória;
- Adolescente de 14 anos: internado em estado grave na UTI;
- Aluna de 29 anos: internada na UTI após sentir náuseas, vômitos e diarreia;
- Aluno internado em leito comum;
- Quinta vítima: não foi divulgada mais informação sobre o seu estado de saúde.
Quem manipulou os produtos químicos?
Testemunhas e vídeos de câmeras de segurança mostram um homem manuseando um balde com produtos químicos ao lado da piscina enquanto alunos ainda estavam na água.
Segundo a polícia, ele teria deixado a mistura próxima à piscina aguardando o fim da aula para jogá-la na água, que estava turva.
Qual a situação legal da academia C4 Gym?
A unidade foi interditada e lacrada pela Vigilância Sanitária e pela Subprefeitura da Vila Prudente. O estabelecimento não possuía alvará de funcionamento, apresentava instalações elétricas precárias e operava com dois CNPJs vinculados ao mesmo endereço.
Já havia reclamações anteriores sobre o local?
Sim. Mães de ex-alunos relataram problemas respiratórios em crianças desde abril de 2024 devido ao cheiro forte de produtos químicos.
Uma mãe afirmou que o maiô da filha chegou a desbotar totalmente após uma aula e que o odor era “insuportável” e “meio ácido”. Outra criança desenvolveu crises de tosse e bronquiolite, o que forçou o cancelamento da matrícula.
A direção da C4 Gym afirmou, em nota, que “prestou imediato atendimento a todos os envolvidos” e que está colaborando com as autoridades. Sobre as queixas de 2024, alegou que houve um reparo na máquina de ozônio à época.
O que diz a família de Juliana?
O pai de Juliana, Ângelo Augusto Bassetto, pediu justiça: “Essa justiça deve ser feita não para termos de valor… é para não acontecer com mais ninguém”. Ele relatou que a médica informou que o produto “queimou muito ela por dentro”.
Onde está o funcionário?
O homem suspeito de manipular os produtos ainda não foi localizado pelos investigadores.
Quais foram os produtos utilizados?
A polícia apreendeu amostras, mas ainda busca identificar a composição exata e a proporção da mistura.
Qual a causa exata da morte?
As causas aguardam a conclusão dos laudos periciais e necroscópicos.
Houve omissão de socorro?
A polícia quer entender por que os responsáveis fecharam o local e não informaram as autoridades imediatamente após o incidente. O caso segue sob investigação no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas).
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