Fizemos um contrato por seis anos, e nunca fui autorizado a visitar meu apartamento após a reforma para ver como ficou. Além disso, foi firmado em contrato que a empresa pagaria o aluguel, o IPTU e o condomínio, mas meses depois pediram uma mudança nesta cláusula. Queriam pagar somente o aluguel, e as outras pendências ficariam por minha conta e seriam reembolsadas depois. Eu aceitei, mas logo os problemas começaram. Atrasavam o reembolso e o aluguel, sem nenhum acréscimo de multa contratual.
José Sliqueirs, proprietário
Ação judicial para receber o valor devido. O aposentado diz que encontrou a advogada Marcela Miranda após conversar com outra proprietária na mesma situação, e ela passou a administrar a parceria entre eles. Ainda assim, não surtiu efeito. “Já são cinco meses sem o pagamento do aluguel. Tivemos que entrar com ação judicial. Eu estou pagando o condomínio e o IPTU, sem reembolso algum. É bem difícil, porque eu contava com o valor do aluguel, no valor de R$ 3.700, para completar minha renda. No fim, estou tendo mais gastos”, afirma.
Vazamentos e reclamação dos vizinhos. Sliqueirs também revela que após a reforma feita pela empresa, os vizinhos passaram a reclamar de vazamento de água. “Fui ameaçado de processo pelos meus vizinhos por conta disso. Tive que eu mesmo processar a Tabas por isso, e chegarmos em uma conciliação. Eles disseram que já fizeram os reparos, mas não tenho nenhuma prova física até hoje.”
Confusão financeira. A única justificativa que a Tabas deu ao aposentado em todo esse período, de acordo com ele, foi que as confusões financeiras começaram depois da compra pela Blueground, mas que a startup estava trabalhando para se reorganizar.
Para ele, o mais importante é reaver a posse do apartamento. “É lógico que quero o dinheiro de volta, eles me devem cerca de R$ 30 mil, e isso não se pode jogar fora. Mas, tendo o apartamento de volta, eu posso voltar a ter renda, alugando para alguém mais honesto”, afirma.
Problemas desde 2020. É o mesmo desejo do publicitário Daniel Greco, 35, morador de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, e também dono de um imóvel no bairro do Itaim Bibi, que era alugado para a Tabas no valor de R$ 6.800 mensais. Ele fechou a parceria com a empresa em 2020 e, desde então, teve problemas com os pagamentos.



