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STJ corta penduricalhos de Buzzi, acusado de assédio e afastado do STJ


O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afastado da Corte há três meses após acusações de assédio sexual, teve “penduricalhos” cortados em seu contracheque referente ao mês de abril. A remuneração líquida do magistrado passou de mais de R$ 100 mil, nos meses anteriores, para R$ 35 mil.

Buzzi foi afastado do tribunal em 10 de fevereiro, mas continuou recebendo rendimentos superiores a R$ 100 mil nos meses de março e abril.

A coluna apurou que o corte nas gratificações do ministro ocorre devido à resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que veda o pagamento dos adicionais para magistrados afastados. Os cortes não foram realizados antes devido aos atestados apresentados por Buzzi.

Ministro Marco Buzzi recebeu R$ 35.178,47 líquidos em abril
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Ministro Marco Buzzi recebeu R$ 35.178,47 líquidos em abril

STJ

Mesmo afastado do cargo, Buzzi recebeu R$ 101.020,03 líquidos em março
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Mesmo afastado do cargo, Buzzi recebeu R$ 101.020,03 líquidos em março

STJ

Ministro Marco Buzzi recebeu R$ 106.421,50 líquidos em fevereiro
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Ministro Marco Buzzi recebeu R$ 106.421,50 líquidos em fevereiro

STJ

A principal diferença está nas “indenizações”, que saíram de R$ 66 mil e R$ 71 mil nos anos anteriores para R$ 645,25.

Estas indenizações são referentes a auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, auxílio-saúde, auxílio-natalidade, auxílio-moradia e ajuda de custo, além de outras parcelas desta natureza, segundo o STJ.

Acusação de assédio

Em janeiro deste ano, o ministro Marco Buzzi, de 68 anos, foi acusado de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, que passou as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC). O caso foi divulgado pelo Metrópoles, na coluna Grande Angular.

A vítima é filha de um casal de amigos do ministro, conforme apurou o Metrópoles. No dia 9 de janeiro, eles se encontravam na praia, e, em determinado momento, a jovem foi tomar um banho de mar. Buzzi também estava dentro da água. Segundo relatos da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, que estaria visivelmente excitado, tentou agarrá-la três vezes. O ministro nega.

Marco Buzzi é investigado no STJ, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após a acusação. Ele está afastado das atividades de magistrado desde 10 de fevereiro.



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