O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para julgar todas as ações que envolvam o caso Master. Isso inclui o referendo, na Segunda Turma, sobre a prisão de Daniel Vorcaro.
À coluna, Toffoli afirmou que a decisão de se declarar suspeito por “questões de foro íntimo” é abrangente e vale para os casos atuais e futuros.
Toffoli deixou a relatoria do inquérito do caso Master no mês passado. Posteriormente, o processo foi remetido ao ministro André Mendonça, que também integra a Segunda Turma.
Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira (4/3). De acordo com os investigadores, a operação tem como objetivo apurar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
O banqueiro, dono do Banco Master, está na Penitenciária Federal de Brasília por decisão de Mendonça.
Suspeição
Mais cedo, nesta quarta-feira, antes de se declarar suspeito para analisar o referendo da prisão de Vorcaro, Toffoli também se declarou suspeito para relatar um mandado de segurança que pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB), na Câmara dos Deputados.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, escreveu na decisão.
Após a indicação de que não poderia relatar o caso, o sistema do STF realizou nova distribuição, e o processo foi encaminhado ao ministro Cristiano Zanin.


Ministro Dias Toffoli
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Daniel Vorcaro
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