Suspeito de pornografia infantil já atuou como intérprete durante ações policiais em AL


Suspeito de pornografia infantil já atuou como intérprete durante ações policiais em AL. — Foto: Reprodução

O tradutor de 26 anos preso, nesta quinta-feira (16), por divulgar conteúdos de pornografia envolvendo crianças, já havia participado de atos policiais como intérprete. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL), que investiga a atuação do suspeito em uma rede de compartilhamento de material ilegal.

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A nova fase das investigações revela que o suspeito, preso em flagrante, levava uma vida dupla. De um lado, atuava profissionalmente como tradutor e intérprete de Libras e línguas estrangeiras — inclusive colaborando em ações policiais. De outro, segundo a polícia, mantinha envolvimento com o compartilhamento de conteúdos criminosos na internet.

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A prisão ocorreu no bairro da Jatiúca, em Maceió, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça da Paraíba, a partir de investigação conduzida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos daquele Estado.

De acordo com o delegado Bruno Tavares, a Polícia Civil de Alagoas deu cumprimento à ordem judicial e, durante a análise preliminar dos aparelhos celulares apreendidos, foram encontrados conteúdos com cenas de pornografia envolvendo menores.

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“Foi possível observar que ele fazia o compartilhamento do material criminoso, motivo pelo qual foi autuado em flagrante pelo crime de divulgação de conteúdo envolvendo estupro de vulnerável”, afirmou.

As investigações também partiram de uma denúncia que apontava que o suspeito poderia estar diretamente envolvido em abusos contra uma criança que seria sua enteada. No entanto, essa hipótese ainda não foi confirmada.

“Em caráter preliminar, não foi observada relação de parentesco com qualquer menor. Ele mora sozinho e, até o momento, não foi possível identificar que ele apareça nas imagens analisadas”, explicou o delegado.

Apesar disso, a apuração inicial indica que o investigado utilizava aplicativos de mensagens, como o Telegram, para compartilhar arquivos envolvendo menores de idade. A polícia agora trabalha para identificar outras pessoas que possam ter recebido ou repassado o material.

Os celulares apreendidos passarão por um processo detalhado de extração de dados e perícia técnica, com o objetivo de aprofundar o inquérito e mapear toda a rede criminosa.

“São imagens fortes, que exigem cuidado até na análise. Precisamos avançar para um inquérito mais robusto e identificar toda essa teia criminosa”, destacou Bruno Tavares.

Ainda segundo a Polícia Civil, o caso chama atenção pelo perfil do investigado, que não mantinha vínculos familiares próximos e tinha atuação profissional consolidada no Estado.

O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça.

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Fonte: Gazetaweb