Não sei a proporção exata da carne comprada pelo Carrefour e da importância que isso tem no total vendido no Brasil, mas não deve ser desprezível. Então, essa é uma questão que realmente precisa ser levada em conta.
O papel do Fávaro é levar em conta não só o interesse da indústria, como também o do consumidor final. Isso é algo que o ministro deve sopesar: isso vai doer ou não no bolso do brasileiro? O que se pode fazer para mitigar esse impacto que, do ponto de vista teórico, é provável que exista? Tales Faria, colunista do UOL
Tales defendeu a resposta dos produtores brasileiros à decisão do Carrefour, mas ponderou a necessidade de um acordo com o governo para que essa queda de braço não afete os consumidores.
Pode ser que não ocorra esse impacto se algumas atitudes forem tomadas. Isso é o que deve ser estudado pelo ministério da Agricultura e negociado com os produtores, já que eles iniciaram essa reação ao Carrefour. Aliás, é uma reação correta. Se o Carrefour resolve boicotar as empresas brasileiras, é legítimo que elas queiram boicotar o Carrefour.
Cabe ao governo negociar com essas empresas a manutenção do valor da carne para o consumidor em níveis aceitáveis. Tales Faria, colunista do UOL
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