JULGAMENTO
Júri reconheceu qualificadoras e penas somam 59 anos de prisão
Um tenente da Polícia Militar de Alagoas e outros dois homens foram condenados pela morte de Luciano de Albuquerque Cavalcante, ocorrida há sete anos, em Maceió. O julgamento aconteceu nessa segunda-feira (3), e as penas aplicadas aos três réus somam 59 anos, três meses e 12 dias de prisão, em regime fechado.
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O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Foram condenados o tenente da PMAL José Gilberto Cavalcante de Góes, o sobrinho dele, Gilson Cavalcante Góes Junior, e Wagner Luiz das Neves Silva.
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Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime teria relação com uma disputa envolvendo um terreno avaliado em cerca de R$ 1 milhão, localizado no bairro Forene, pertencente ao município de Rio Largo. Conforme a denúncia, José Gilberto teria se interessado em comprar o terreno de Luciano e, após desentendimentos relacionados ao acordo, teria decidido pela morte da vítima.
O crime aconteceu no dia 25 de outubro de 2019, por volta das 10h20, na Avenida Ministro Lindolfo Collor, no Conjunto Village Campestre II, na parte alta de Maceió.
De acordo com a acusação, Luciano foi surpreendido por disparos quando entrava em seu veículo VW Saveiro, após levar o carro da filha para uma oficina.
Durante o julgamento, o juiz Eduardo Nobre leu a sentença no início da noite. José Gilberto Cavalcante Góes, apontado pelo MP como o principal interessado no crime, recebeu pena de 23 anos e um dia de reclusão.
Gilson Cavalcante Góes Júnior, sobrinho do tenente, foi condenado a 13 anos, três meses e 10 dias de prisão, por ter, segundo a sentença, menor participação na trama criminosa.
Já Wagner Luiz das Neves Silva recebeu a mesma pena aplicada a José Gilberto: 23 anos e um dia de reclusão.
Participação dos condenados
Segundo o MPAL, o grupo teria ido até o condomínio onde Luciano morava, aguardado a saída da vítima e seguido até o local do crime. A acusação aponta que José Gilberto teria sido o autor intelectual e responsável pelos disparos, com apoio de Wagner Luiz.
Ainda conforme os autos, Gilson Góes Júnior teria intermediado o contato com Wagner Luiz para conseguir um veículo que seria utilizado na ação.
Wagner Luiz teria conduzido o carro usado no crime, um Voyage pertencente ao pai dele. De acordo com a acusação, o veículo passou por uma alteração antes do homicídio, com a retirada de um reboque. Laudos periciais e imagens de câmeras foram utilizados durante a investigação.
Um exame de confronto genético também apontou, segundo o MP, que o boné encontrado no local do crime possuía material genético de Wagner Luiz.
Investigação e consequências
Conforme o Ministério Público, a morte de Luciano deixou 12 filhos, sendo quatro menores de idade, além de impactos financeiros para a família.
A sentença destacou que a morte causou prejuízos ao núcleo familiar da vítima, incluindo o encerramento das atividades da empresa da qual Luciano era responsável.
Após o julgamento, os três condenados deverão cumprir as penas no sistema prisional, conforme determinação judicial.
*Com assessoria



