O jornalista Thomas Friedman será o principal palestrante do chamado “GilmarPalooza”, evento que reúne em Lisboa nomes influentes da política, do mercado financeiro e do meio jurídico brasileiro.
Vencedor de três prêmios Pulitzer, Friedman é um dos analistas internacionais mais influentes do mundo. Colunista do The New York Times há três décadas, o jornalista ganhou projeção mundial por livros e reportagens sobre globalização, Oriente Médio, tecnologia e transformações econômicas.
A programação também inclui o economista Joel Mokyr, vencedor do Nobel de Economia de 2025. Professor da Northwestern University, Mokyr é reconhecido internacionalmente por pesquisas sobre a relação entre inovação, conhecimento científico e crescimento econômico de longo prazo.
O Fórum de Lisboa há tempos deixou de ser apenas um seminário acadêmico. Hoje, virou uma das principais agendas políticas fora do Brasil. Estar nas mesas de debate — ou ao menos circular pelos corredores do evento — passou a ser tratado como sinal de prestígio e influência. Neste ano, serão 71 paineis de debate.
Entre integrantes da elite política, há a percepção de que ficar fora do encontro significa perder lugar na principal mesa informal de debates do país.
No dia em que a organização divulgou a data da edição deste ano, a coluna presenciou uma cena que ajuda a traduzir o peso do evento. Em um almoço no restaurante Marie Cuisine, frequentado por autoridades e figuras influentes da capital, celulares apitaram quase ao mesmo tempo com a confirmação da agenda em Lisboa. Em poucos minutos, o assunto nas mesas virou reservas de agenda, hotel e voos, que costumam lotar por causa do evento.
Neste ano, o XIV Fórum de Lisboa foi antecipado para os dias 1, 2 e 3 de junho (tradicionalmente ocorre em julho) para não competir com as eleições no Brasil e a Copa do Mundo nos Estados Unidos. A palestra de Friedman será na terça-feira (2), das 10h30 às 12h.
Apelidado de GilmarPalooza, referência do ministro anfitrião Gilmar Mendes, o evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), pelo Lisbon Public Law Research Centre e pela FGV Justiça.



