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Tinha loja de calçados, mas apostou em milk-shakes e fatura R$ 210 mi


Em 2008, ele e a mãe, Regina, abriram uma loja de calçados masculinos: a Sr. Lohran Sapataria. Investiram R$ 78 mil no negócio. A loja era de rua e, por falta de experiência e de capital de giro, só dava prejuízo. A loja faturava cerca de R$ 3.000 por mês, mas só o aluguel era R$ 5.000, segundo Soares.

Embarcamos na maior dificuldade das nossas vidas. Vendíamos muito pouco. Imagina: loja de rua vendendo calçado masculino de alta qualidade. Olha que falta de noção. Todo mês fechando no vermelho. Mas a gente não tinha plano B, e fechar não era opção. Vivíamos de empréstimos. Era uma areia movediça.
Lohran Soares, CEO da Milky Moo

Um ano depois, transferiram a loja para uma galeria comercial. O negócio começou a andar melhor. “Durante um ano, fiquei ressuscitando a Sr. Lohan, mas havia muitas pendências”, declarou.

Para complementar a renda, Soares fez bico e arrumou outro emprego. Por 20 dias em agosto de 2010, ele vendeu exemplares do Código de Defesa do Consumidor, de porta em porta, para estabelecimentos comerciais. Também foi garçom no Outback, por três anos, de 2011 a 2014. “Nessa época, trabalhava 14, 15 horas por dia. Minha mãe ficava na loja de manhã, eu ficava à tarde e, à noite, ia para o Outback, onde trabalhava até as 2 da manhã”, disse.

A Sr. Lohran Sapataria foi se recuperando. Eles montaram até uma seção de camisaria nesta loja. Em 2014, ele saiu do Outback para montar a segunda loja de calçados em um shopping. As duas lojas não existem mais.

Por conta da camisaria na loja da galeria, Soares conheceu Paulo Sérgio da Silva. Ele era representante comercial de marcas de camisas masculinas. “Um belo dia, o Paulo me procurou querendo abrir uma terceira loja da Sr. Lohran. Começamos a procurar um ponto em outro shopping da cidade”, diz.



Fonte: Uol