Toffoli e Moraes têm estratégias opostas em meio ao caso Master | Foto: Rosinei Coutinho/Supremo Tribunal Federal
Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), têm adotado estratégias opostas para reagir à crise do Banco Master. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA POLÍTICA NACIONAL E INTERNACIONAL ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM Ambos foram mencionados nas investigações por relação com o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, e…
Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), têm adotado estratégias opostas para reagir à crise do Banco Master.
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Ambos foram mencionados nas investigações por relação com o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, e negam ilegalidades.
Toffoli, em um primeiro momento, foi o relator do caso e tomou uma série de medidas controversas. Depois de deixar a condução da investigação, no entanto, o magistrado submergiu e passou a evitar os holofotes.
O ministro declarou-se suspeito e não participou do julgamento da 2ª Turma que referendou a ordem de prisão expedida por André Mendonça contra Vorcaro. Além disso, tem evitado proferir votos mais longos no plenário e não tem dado decisões de amplo alcance que possam gerar polêmica.
Toffoli também reduziu a participação nas negociações de bastidores. Ele não esteve presente, por exemplo, na reunião fechada em que os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino cobraram do presidente da corte, Edson Fachin, mais empenho na defesa do tribunal.
Moraes, no entanto, seguiu a linha oposta. Em janeiro, o ministro abriu uma investigação para apurar o vazamento de dados sigilosos de integrantes da corte e seus parentes. A instauração da apuração, porém, ocorreu por iniciativa própria, sem a provocação da PGR (Procuradoria-Geral da República) ou da Polícia Federal, o que costuma suscitar críticas.
O ministro também restringiu a atuação da Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e abriu espaço para a anulação de provas produzidas em investigações a partir de relatórios de movimentação financeira produzidos pelo órgão, os chamados RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira).
A decisão é relevante e levanta debate porque pode afetar grande parte das investigações em curso no país, como a de fraudes do INSS e do caso Master.
CASO BOLSONARO
Em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), porém, Moraes optou por um postura conservadora. Após rejeitar quatro pedidos de prisão domiciliar ao ex-mandatário, o magistrado permitiu que Bolsonaro fique em casa por ao menos 90 dias para se recuperar do agravamento do quadro de saúde que o deixou internado por 15 dias em março deste ano.
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