Da esquerda para a direita: Lucas, João Vitor e Weslley — Foto: Reprodução
Quatro corpos foram encontrados no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na madrugada desta quarta-feira. Segundo o secretário de Polícia Civil, o delegado Felipe Curi, três deles são suspeitos de matar Valentina da Costa Eracto dos Santos, de 8 anos, durante uma tentativa de assalto no município, no último dia 11. Os corpos foram…
Quatro corpos foram encontrados no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na madrugada desta quarta-feira. Segundo o secretário de Polícia Civil, o delegado Felipe Curi, três deles são suspeitos de matar Valentina da Costa Eracto dos Santos, de 8 anos, durante uma tentativa de assalto no município, no último dia 11.
Os corpos foram deixados na Rua Santa Luzia, em frente a uma igreja evangélica, com as mãos e os pés amarrados, além de apresentarem marcas de tiro. Os homens são: João Vitor Teixeira Araújo, de 19 anos, com quatro anotações por roubo quando era menor; Lucas Pereira dos Santos Plínio, o LC, de 25, com três anotações por roubo; Weslley Oliveira de Souza, o Caveirinha, de 23, com passagens por homicídio, porte ilegal de arma e receptação; e Wilson de Oliveira de Santana Adriano, de 20 anos.
Na segunda-feira, a Justiça do Rio havia decretado a prisão de João Vitor, Lucas Pereira e Weslley Oliveira pelo envolvimento na morte de Valentina dos Santos. Segundo Curi, os três foram executados por narcoterroristas do Comando Vermelho, que “estavam com medo de operações da Polícia Civil nos seus redutos”.
— Quando a lei do Estado é arcaica, obsoleta, branda, leniente e não pune seus criminosos à altura, a lei do crime se mostra muito mais rápida e muito mais eficaz. Isso me incomoda demais e tenho certeza de que incomoda muito você, cidadão trabalhador, que não aguenta mais essa impunidade — afirma Curi.
Além disso, o secretário de Polícia Civil destaca que os três já possuíam “diversas anotações criminais”, mas que continuavam “soltos, roubando trabalhadores e matando crianças”.
— Precisamos mudar essa realidade perversa que a cada dia só faz mais vítimas inocentes e só favorece o bandido. Esses três marginais já tinham diversas anotações criminais por crimes graves e mesmo assim estavam soltos, roubando trabalhador e matando crianças. Se a nossa lei fosse dura, ainda estariam presos e nada disso teria acontecido — diz.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi acionada e investiga o caso. Diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do fato.
O crime
No fim da noite de 11 de fevereiro, Valentina e o pai passavam pela Rua Nair Dias, no bairro Parque Engenho Pequeno, a caminho de casa num Ford Ranger. Os dois já estavam perto da residência da família quando criminosos se aproximaram num Toyota Corolla preto e emparelhou com o Ford Ranger, forçando o pai da menina a descer do veículo.
De acordo com informações da polícia, um dos bandidos atirou. A bala perfurou o para-brisa do carro e atingiu Valentina na testa. Os criminosos fugiram sem levar nada.
Os investigadores descobriram que o Toyota usado pelos criminosos havia sido roubado de um homem em Vila Valqueire, na Zona Sudoeste da capital. Na ocasião, a vítima foi feita refém. Durante as quatro horas em que ficou em poder dos bandidos o motorista foi agredido e ameaçado de morte.
Após comprarem bebidas com o dinheiro da vítima, os criminosos libertaram a vítima em Bangu, bairro da Zona Oeste carioca.
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