Três jovens trabalhadores foram sequestrados e assassinados na zona rural de São Luís (MA). Uma quarta vítima conseguiu escapar com vida e procurou a polícia. Segundo a corporação, eles prestavam serviço para uma empresa de refrigeração, de porta em porta, quando foram abordados por cinco homens, que seriam integrantes de uma facção criminosa.
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O caso aconteceu na última sexta-feira (10/4), na região da Vila Esperança. Os criminosos que atuam na área teriam abordado as vítimas para uma suposta “verificação”, por volta das 14h. O caso é investigado, e a polícia busca identificar e localizar todos os envolvidos.
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Os trabalhadores mortos foram identificados como: Vinicios Guilherme de Sá Silva, de 23 anos, Francisco Misael Silva dos Santos, de 22 anos, e Breno Melo da Silva, de 21 anos. Vinicios e Francisco Misael são naturais de Lago do Junco, enquanto Breno é de Lago dos Rodrigues.
Insatisfação com serviço
O responsável pela empresa informou à polícia que a abordagem dos criminosos pode ter sido motivada por uma insatisfação com um serviço de manutenção realizado anteriormente na Vila Maranhão. A vítima sobrevivente confirmou essa versão à polícia e relatou que os trabalhadores teriam sido punidos por esse motivo. Ele também indicou que uma mulher pode ter participado da articulação do crime.
Segundo a polícia, o sobrevivente, de 19 anos, conseguiu escapar e chegou a pé, por volta das 20h, ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), da Polícia Militar, na BR-135. Ele apresentava diversas lesões e foi encaminhado ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I).
No mesmo dia, por volta das 20h50, uma denúncia levou a polícia ao povoado Mãe Chica, na Vila Maranhão. No local, foram encontrados a caminhonete Hilux da empresa e dois dos trabalhadores, já mortos e amarrados. O corpo da terceira vítima foi localizado às 4h da madrugada de sábado (11/4), na região da Vila Esperança.
Ainda segundo a polícia, apenas Francisco Misael possuía antecedente criminal, por homicídio culposo na direção de veículo automotor, registrado em 2023. As demais vítimas, incluindo o sobrevivente, não tinham passagens pela polícia.

