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Trump diz que acordo de cessar-fogo com o Irã "acabou"


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (8/7) que o memorando de entendimento firmado com o Irã para encerrar a guerra “acabou”. Os dois países voltaram a trocar ataques entre esta terça-feira (7/7) e quarta. 

“Para mim, é pura perda de tempo lidar com eles. São mentirosos… Há algo de errado com eles. São loucos. Para mim, acabou”, disse na cúpula da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, na Turquia.

Apesar da fala, Trump disse acreditar que as negociações com Teerã podem continuar.  “Para mim, acabou. Vou falar com nossos negociadores. Eles querem negociar. São boas pessoas, mas precisam me dar um retorno. Na minha opinião, é pura perda de tempo lidar com eles”, afirmou a jornalistas.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou os EUA de uma “violação flagrante” do memorando de entendimento. “Menos de 20 dias após a assinatura do Memorando de Entendimento de Islamabad, o anúncio da revogação da licença geral emitida em 21 de junho é mais uma demonstração da má-fé, inconsistência e falta de confiabilidade do governo dos EUA”, afirmou o ministério em comunicado.

O memorando de entendimento entre os dois países foi firmado em 18 de junho e estabelece um arcabouço para as negociações com o objetivo de chegar a um cessar-fogo definitivo para a guerra.

Troca de ataques

Ao longo desta terça-feira, os EUA disseram ter  bombardeado mais de 80 alvos no Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques foram uma resposta direta às supostas investidas iranianas contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter atacado alvos dos Estados Unidos (EUA) no Bahrein e no Kuwait na madrugada desta quarta-feira (8/7).

“Em uma resposta inicial a essa agressão, as forças Naval e Aeroespacial da IRGC realizaram uma operação conjunta com mísseis e drones, atingindo 85 instalações militares estratégicas dos EUA”, disse em comunicado.



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