O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (2/9) que a Venezuela ainda não está preparada para realizar novas eleições. A declaração ocorre em meio às negociações entre o governo de Delcy Rodríguez e setores da oposição para definir os próximos passos da transição política do país após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro.
“Simplesmente não me parece que eles estejam prontos ainda. Sabe, é algo muito recente. Nós os tiramos de uma ditadura e estamos nos dando muito bem com o governo”, afirmou o presidente norte-americano.
Delcy, que era vice-presidente de Maduro, assumiu o comando da Venezuela após a captura do então presidente durante uma operação militar dos Estados Unidos, em janeiro. Desde então, o governo da líder venezuelana tem ampliado o diálogo com Washington e adotado medidas alinhadas aos interesses norte-americanos.
Após a declaração do republicano, Delcy afirmou que a Venezuela realizará eleições quando estiver “pronta”.




O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez
Gabinete presidencial da Venezuela
Rubio diz que EUA já estão enviando equipes de ajuda à Venezuela
Kevin Dietsch/Getty Images
EUA defendem transição, mas sem pressa
- No início de agosto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington espera uma transição política na Venezuela em meses, e não em anos.
- Rubio afirmou que o processo exigiria “constância” e “paciência”, mas descartou uma espera prolongada.
- Segundo ele, o diálogo entre o governo e a oposição seria um dos primeiros passos para reorganizar politicamente o país.
- O secretário também defendeu a necessidade de uma reconciliação nacional antes da realização de uma eleição legítima.
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Enquanto o futuro político da Venezuela permanece em aberto, os governos de Trump e Delcy avançam na aproximação econômica, principalmente no setor de petróleo.
Nesta quarta-feira, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, reuniu-se com Delcy no Palácio de Miraflores, em Caracas. O encontro ocorreu poucos dias após os dois países anunciarem um acordo envolvendo 17 campos petrolíferos venezuelanos, com reservas estimadas em 65 bilhões de barris.
Pelo acordo, Washington também poderá indicar e vetar integrantes do conselho de administração da Nabep, que deverá ser formado majoritariamente por cidadãos norte-americanos. Os Estados Unidos ainda terão a possibilidade de comprar 20% da produção a preço de custo.
Em contrapartida, a empresa responsável pela operação deverá investir US$ 100 bilhões no setor petrolífero venezuelano.


