Donald Trump exaltou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com quem disse ter uma boa “química”, e prometeu considerar a venda de caças de última geração dos Estados Unidos ao país euro-asiático. A declaração do líder norte-americano aconteceu nesta terça-feira (7/7) durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Ao chegar no evento, realizado na capital turca, Ancara, o presidente dos EUA disse que é possível que ele não tivesse participado da reunião deste ano caso a mesma “não tivesse sido realizada na Turquia, onde meu amigo é um líder forte”.
“O que existe entre nós é química”, afirmou ao se referir sobre sua relação com Erdogan, presidente da Turquia desde 2014.
Além dos elogios públicos ao mandatário turco, Trump disse que vai “considerar” a venda de caças F-35 dos EUA para a Turquia. A venda dos aviões norte-americanos para Ancara está suspensa desde 2019, após o país liderado por Erdogan comprar um sistema de defesa da Rússia.
Trump x Otan
O encontro de lideranças da Otan durante o Fórum de Defesa da aliança acontece em meio a divergência entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros membros da aliança.
Antes mesmo de assumir a Casa Branca pela segunda vez, o líder republicano deu declarações que colocaram em xeque o futuro da aliança militar do Ocidente. Na época, as críticas de Trump eram voltadas para os gastos com defesa dos outros 32 membros da Otan.
Em junho de 2025, aliados decidiram aumentar as despesas com a área militar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país.
Depois disso foi a vez do presidente norte-americano fazer ameaças contra a Groenlândia, ilha autônoma localizada dentro da Dinamarca — que é membro da Otan. O discurso inflamado de Trump gerou uma tensão não retórica, mas também militar, ao aliados prometerem defender a região de uma possível ação dos EUA.
O mais recente ponto de divergência entre o mandatário republicano e os outros países da Otan aconteceu no início deste ano.
Durante a guerra entre EUA, Israel e Irã, alguns aliados europeus como Alemanha, Inglaterra e Espanha, rejeitaram que forças norte-americanas utilizassem suas bases para operações contra o país persa.




