O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alfinetou o presidente russo, Vladimir Putin, nesta segunda-feira (6/4), ao afirmar que o líder russo não teme a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas sim os Estados Unidos. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa ao lado de militares de alto escalão no Salão Oval da Casa Branca.
“Putin não tem medo da Otan. Putin tem medo de nós, muito medo de nós. E ele já me explicou isso muitas vezes. Eu o conheço muito bem. Eu conheço muito bem. A Otan é um tigre de papel. A Otan somos nós”, disse Trump, questionando a efetividade da aliança militar e o comprometimento de seus países-membros.
A nova declaração entra para a “estante de alfinetadas do republicano à aliança”.
Trump já havia criticado a Otan por considerar que há uma distribuição desigual de responsabilidades, afirmando que os EUA arcam com custos desproporcionais e que alguns aliados não estariam dispostos a apoiar operações lideradas por Washington, inclusive no Oriente Médio.

Presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Donald Trump
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Putin e Trump
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Putin e Trump no Alasca em agosto de 2025
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“A última coisa que eu precisava era da Otan se intrometendo em nosso caminho”, disse.
Rússia x EUA
As declarações ocorrem em meio a um aumento das tensões geopolíticas, com a Rússia buscando autossuficiência diante de sanções e Trump tentando se colocar como mediador na guerra na Ucrânia, embora tenha enfrentado resistências de Putin.
De acordo com um documento divulgado recentemente pela Casa Branca, obtido pelo Metrópoles, a “questão russa” atingiu um novo patamar de complexidade.
O texto descreve uma economia que se desconectou quase totalmente do sistema ocidental, transformando retaliações políticas em leis de mercado agressivas, mantendo-se totalmente independente dos EUA.
Putin e Otan
A alfinetada de Donald Trump não vem do nada. O russo historicamente demonstra hostilidade à aliança, considerando-a uma ameaça à soberania e à influência russa na Europa e na Eurásia.
Desde os anos 2000, Putin critica a expansão da aliança para ex-repúblicas soviéticas, descrevendo a organização como um instrumento de contenção da Rússia.



