CASO NEGREIRA
Trata-se de uma investigação sobre pagamentos do Barça a empresas ligadas a ex-vice-presidente da arbitragem espanhola
A UEFA confirmou, nesta quinta-feira (1º/10), ter recebido um volume substancial de documentos do Real Madrid relacionados ao Caso Negreira (investigação sobre pagamentos do Barcelona a empresas ligadas a um ex-vice-presidente da arbitragem espanhola). Com isso, a entidade reabriu o processo.
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Eles buscam entender e esclarecer tudo o que aconteceu entre 2001 e 2018, anos em que o Barcelona pagou 8,4 milhões de euros (R$ 49 milhões) ao então vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Espanha.
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O caso veio à tona em abril de 2023. Na ocasião, Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, descreveu como uma das coisas mais graves que já tinha visto no mundo do futebol.
“Posso dizer o seguinte: investiguei e a situação é extremamente grave. É uma das coisas mais graves que já vi no futebol. No âmbito do Campeonato Espanhol, claro, o caso está prescrito e não pode ter consequências competitivas, mas há um processo em andamento no Ministério Público espanhol. Mas, no que diz respeito à UEFA, nada está prescrito”, disse Ceferin.
O Real Madrid pede punição ao Barcelona para o bem do futebol e da credibilidade do esporte. A entidade agora vai avaliar se existem motivos para sanções após analisar os documentos, além dos argumentos de defesa do clube catalão.
O que pede o Real Madrid?
“O Real Madrid salienta que estes acontecimentos constituem, na perspetiva do direito disciplinar desportivo, um risco sistémico da maior gravidade para a integridade das competições, uma vez que demonstram a existência de uma estrutura de influência indevida sobre o corpo de arbitragem, incompatível com os princípios essenciais da igualdade competitiva, da neutralidade, da imparcialidade e da imprevisibilidade do resultado desportivo”, disse o Real Madrid.
O clube considera inaceitável que esta situação se prolongue, uma vez que a sua persistência compromete seriamente a credibilidade do futebol, das suas instituições e dos seus dirigentes, exigindo, portanto, uma resposta firme, exemplar e imediata no âmbito desportivo, independentemente do resultado do processo judicial em curso.



