Em jantar com empresários, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tentou colar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a imagem de “um Bolsonaro moderado” e disse que se o senador for eleito, fará um governo melhor do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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O encontro ocorreu nesta segunda-feira (23/2), em um restaurante nas imediações da Avenida Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro do país na zona oeste de São Paulo.
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“Quando a gente vê as atitudes do Bolsonaro, o trabalho do Bolsonaro, a gente via que ele tinha uns destemperos que o Flávio não tem. O Flávio é muito equilibrado, preparado, tem carisma e tem tudo pra fazer um governo melhor que o pai”, disse Costa Neto em jantar promovido pelo grupo Esfera Brasil.
Ele também afirmou que, nas eleições de 2022, foram cometidos erros que não podem se repetir neste ano. De acordo com o dirigente do PL, esses equívocos teriam custado a eleição, que poderia ter sido ganha com a transferência de um milhão de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para Jair Bolsonaro.
Costa Neto criticou a escolha do general Walter Braga Netto (PL) para a vice naquele pleito, argumentando que o militar não trouxe nenhum voto à candidatura. Para ele, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) teria sido a vice ideal para agregar votos no Centro-Oeste e o eleitorado feminino.
“Nós não podemos perder os votos que nós perdemos no passado. Nós não podemos perder votos no Ceará. Nós não podemos perder votos no Mato Grosso”, afirmou Costa Neto.
Valdemar ainda foi pressionado para apresentar um nome como o de Paulo Guedes para comandar as propostas econômicas da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Ele disse que o senador deve ter um nome como o do pai, mas não falou quem seria indicado.
Rejeição à terceira via
O jantar contou também com a presença do presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Segundo ele, não há espaço para uma candidatura de terceira via e afirmou que “é muito difícil caminhar com a esquerda”.
“O Flávio consolidou muito e o Lula também. É uma eleição de quem errar menos. A gente vai ter uma eleição muito acirrada, mas só no pólo da direita e da esquerda”, afirmou Rueda.


