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Veja mansão de suspeito de envolvimento em fraude bilionária no ICMS


Uma mansão em um condomínio de luxo de Campinas, interior de São Paulo, concentrou a maior parte dos mandados de busca e apreensão cumpridos na Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15/7) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP). A investigação apura um suposto esquema bilionário de sonegação de impostos. O nome do proprietário do imóvel não foi divulgado.

Veja imagens do imóvel luxuoso:

 

 

O Metrópoles teve acesso às imagens de um dos alvos da operação em Campinas (vídeo acima). Em uma delas, policiais do 1º Batalhão de Ações Especiais (Baep) cumprem mandado em um condomínio de luxo da cidade. As imagens mostram a fachada da mansão, adornada por duas estátuas de leões, além de obras de arte no interior do imóvel.

Segundo as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam a empresários paulistas a possibilidade de pagar menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por meio da compra de supostos créditos tributários vendidos com desconto. Os intermediários afirmavam que esses créditos eram legais e haviam sido autorizados pela Secretaria da Fazenda, apresentando a operação como forma legítima de planejamento tributário.

Batizada de Distrato, a ação cumpre 38 mandados em São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além das cidades paranaenses de Londrina e Cambé.

Participam das atividades servidores do Ministério Público de São Paulo (MPSP), auditores fiscais, procuradores do estado e policiais civis e militares.


Quem é Nelson Wilians

  • Alvo da operação desta quarta-feira, Nelson Wilians é formado em direito e fundou, em 1999, um escritório de advocacia tributária.
    O escritório dele foi alvo, em setembro de 2025, de operação da Polícia Federal durante investigação sobre descontos indevidos contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
  • De acordo com as investigações da PF, Nelson Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões em operações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entre 2019 e 2024.
  • Um relatório do Coaf já havia revelado pagamentos no valor de R$ 15,5 milhões feitos por Nelson Wilians a Maurício Camisotti, investigado como possível “beneficiário final” da farra dos descontos sobre aposentadoria.
  • Além das transações milionárias apontadas pelo Coaf, outro negócio envolvendo mansões em uma das regiões com o metro quadrado mais caro de São Paulo une Camisotti e Wilians. Em novembro de 2020, o empresário adquiriu, por R$ 22 milhões, uma mansão no Jardim Europa, bairro nobre paulistano, que depois se tornaria jardim da mansão de Nelson Wilians.
  • Na ocasião, a defesa do advogado afirmou que a relação com Camisotti — seu cliente na área jurídica — é “estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal”. “Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação”, diz a nota.
  • Metrópoles procurou a defesa de Nelson Willians e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

 



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