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Valentina Nobre morreu aos 11 anos após 23 dias na UTI. Ela foi atacada por um escorpião em casa, enquanto calçava o tên
O velório e sepultamento de Valentina Nobre Lima, menina 11 anos que morreu após ter sido picada por um escorpião, foi realizado na tarde desta quarta-feira (8/7), no cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga (DF). Cerca de 200 pessoas, entre familiares, amigos e até mesmo os coleguinhas de Valentina, estiveram presentes para prestar a última homenagem.
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A mãe da menina estava muito abalada e se debruçou sobre o caixão da filha chorando.
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Na despedida, os presentes se reuniram ao redor do caixão da menina, e cantaram músicas sobre amor, fé e esperança. As canções se interligavam entre palavras de consolo do pastor, afirmando que a passagem de Valentina na terra foi linda e significativa para todas as pessoas que a amam.
“Valentina era a criança mais especial da minha vida. Uma menina boa, muito educada, de sorrisos largos. São tantas coisas boas”, diz emocionada.
Ela lembra com carinho de como Valentina sempre que a encontrava pedia a benção, e que agora, isso nunca mais vai acontecer. “Quando ela nasceu, ela foi muito desejada pela minha irmã. Sempre que me encontrava me abraçava, pedia benção, perguntava como eu estava, e não ter mais ela aqui para falar isso é doído”, reflete a tia.
O pai de Valentina é policial militar e, por isso, vários militares compareceram ao velório.
Ao final do enterro, uma última homenagem foi prestada: balões brancos foram soltos no céu, em memória de Valentina.
Acidente com escorpião
O acidente com o escorpião aconteceu no dia 12 de junho. A família buscou ajuda nos bombeiros da região administrativa, mas acabou levando a menina para o Hospital Regional do Guará, por ser a unidade de saúde mais próxima. No local, Valentina recebeu o soro contra o veneno do escorpião, mas não apresentou a melhora esperada. Diante da necessidade de uma UTI, ela foi transferida para o Hospital Santa Lúcia, na Asa Norte.
Enquanto esteve no hospital, a família de Valentina realizou ao menos duas vigílias e rodas de oração pedindo pela vida de Valentina.
Na casa de familiares da menina, a presença de escorpiões é recorrente. Segundo a tia da menina Claudete Cirino, a infestação costuma se intensificar no fim do ano, especialmente em períodos de chuva. Ao longo do ano, a família relata ter encontrado mais de 200 animais no imóvel.




