O empresário colombiano e ex-ministro da Indústria, Alex Saab, aliado próximo do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi deportado para os Estados Unidos (EUA). A informação foi divulgada pelo governo venezuelano nesse sábado (16/5).
Saab é alvo de várias investigações criminais nos EUA, mas foi perdoado pelo então presidente norte-americano Joe Biden, há menos de três anos, como parte de um acordo de troca de prisioneiros.
A declaração não especifica para onde Saab foi enviado e se refere a ele apenas como “cidadão colombiano”, em uma aparente tentativa de desviar das leis venezuelanas que proíbem a extradição de seus cidadãos, segundo a mídia internacional. Saab também tem nacionalidade venezuelana, que foi concedida por Maduro.
“A medida de deportação foi adotada levando-se em consideração o fato de que o referido cidadão colombiano está envolvido na prática de diversos crimes nos Estados Unidos da América, como é público, notório e divulgado”, diz a nota oficial da administração de imigração da Venezuela.
O ex-ministro, de 54 anos, é considerado “homem de confiança”, “testa de ferro” e o principal operador financeiro de Maduro. Ele é acusado de ter construído a fortuna, avaliada em bilhões, com desvio de recursos públicos em contratos governamentais na Venezuela.
Em 2020, ele foi preso em Cabo Verde sob acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Um ano depois acabou sendo extraditado para os Estados Unidos. Em 2023, um juiz norte-americano retirou a maioria das acusações, mas manteve o processo por conspiração para lavagem de dinheiro (com pena prevista de até 20 anos).
Mas, em dezembro do mesmo ano, Saab foi libertado em uma troca de prisioneiros entre Washington e Caracas. No ano seguinte, em 2024, de volta à Venezuela, foi nomeado por Maduro como ministro da Indústria.
Após a captura de Maduro pelo governo Trump, Saab foi demitido do gabinete ministerial e destituído de todos os cargos públicos. Sua esposa, Camilla Fabri, também foi demitida do cargo de vice-ministra de Comunicação Internacional.



