Venezuela recebe Petro em 1ª visita presidencial após queda de Maduro


O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, desembarcou nesta sexta-feira (24/4) em Caracas para uma reunião bilateral com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. A visita marca a primeira agenda oficial de um chefe de Estado no país desde a queda de Nicolás Maduro, em janeiro.

Petro foi recebido no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, pelo chanceler venezuelano, Yván Gil, além de autoridades diplomáticas dos dois países.

O encontro ocorre no âmbito da Cúpula Presidencial Colômbia-Venezuela e busca consolidar a reaproximação entre Bogotá e Caracas.

De acordo com a agenda oficial, a programação inclui uma reunião privada entre Petro e Rodríguez, seguida por encontros ampliados com delegações técnicas e ministeriais. Entre os principais temas estão segurança na fronteira, cooperação institucional e compartilhamento de informações estratégicas.

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Gustavo Petro e Yván Gil
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Delcy Rodríguez e Gustavo Petro
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Energia e fronteira no centro das negociações

Um dos focos centrais das conversas é o setor energético. Os países discutem possíveis acordos para exportação de gás venezuelano à Colômbia e a retomada de projetos de interconexão elétrica.

O tema ganha relevância em meio às tensões geopolíticas que impactam o mercado de energia.

Além disso, questões de segurança na extensa fronteira de mais de 2 mil quilômetros devem ser debatidas, incluindo controle territorial, combate a ilícitos e coordenação entre forças estatais.

A pauta também inclui temas consulares, comércio bilateral e defesa, com atenção especial às populações que vivem na região de fronteira, frequentemente afetadas por crises políticas e econômicas.

Reaproximação em curso

Na véspera, o chanceler venezuelano se reuniu com a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, para alinhar os temas da cúpula e avançar na cooperação bilateral.

Desde que assumiu o poder em 2022, Petro tem promovido uma reaproximação com a Venezuela, revertendo o rompimento diplomático ocorrido durante o governo de Iván Duque. Entre as medidas adotadas estão a reabertura da fronteira, a retomada de relações comerciais e o restabelecimento de voos entre os países.

A visita de Petro também ocorre em um cenário sensível, após a captura de Maduro por forças norte-americanas no início de janeiro — ação criticada pelo presidente colombiano, que classificou o episódio como um “sequestro”.

Apesar da proximidade política com o antigo governo venezuelano, o colombiano tem buscado equilibrar a relação, defendendo cooperação econômica e diplomática, mas mantendo limites em áreas como a colaboração militar.



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