Dois filmes de Brasília foram premiados no 17º Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (FESTin), que acontece anualmente em Lisboa, Portugal. Verão da Lata, dirigido por Santiago Dellape, venceu como Melhor Ficção pelo Voto do Público; e Honestino, dirigido por Aurélio Michiles, foi premiado como Melhor Documentário.
Para Dellape, a vitória foi inesperada, já que Verão da Lata foi o filme de abertura da edição de 2026 do festival e, como ele explicou ao Metrópoles, geralmente os longas que abrem o evento não entram na competição.
“Veio como uma grata surpresa! E receber o reconhecimento do público é sempre a maior alegria, pois é pensando no público que eu faço os filmes. O retorno que tivemos da sessão em Lisboa foi super caloroso e nos deixou sonhando com a possibilidade de lançar o filme nos cinemas de Portugal, torço para que aconteça!”, disse.
Conheça dos enredos
Verão na Lata
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do Metrópoles Entretenimento
Cerca de 15 mil latas de maconha lançadas ao mar, um navio procurado por 11 dias e uma tripulação que conseguiu deixar o Brasil fugindo pelo Aeroporto do Galeão. Parece roteiro de comédia, mas boa parte dessa história aconteceu de verdade em 1987. Quase 40 anos depois, o episódio chega aos cinemas em Verão da Lata, filme de Santiago Dellape que encerrou a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.


Samantha Schmütz e Babu Santana em Verão da Lata
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Os produtores Davi Mattos, Larissa Rolim, Camila Ciolin e o diretor Santiago Dellape durante as filmagens de Verão da Lata, no Rio de Janeiro
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Alane Dias também está no filme
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O filme estreia nos cinemas em 19 de novembro
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Verão da Lata
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Estrelado por Samantha Schmütz e Babu Santana, o longa transforma um dos episódios mais curiosos dos anos 1980 em uma comédia policial. A produção mistura fatos do chamado Verão da Lata com personagens e situações inventadas e brinca justamente com a dificuldade de saber onde termina a história real e começa a ficção.
Honestino
Honestino Guimarães, estudante que desapareceu aos 26 anos após ser detido, tornou-se um dos principais símbolos da defesa da democracia durante a ditadura militar. A trajetória do militante é retratada no filme Honestino, que chegou aos cinemas em agosto. Bruno Gagliasso, protagonista da produção, revelou que não conhecia a história do líder estudantil antes de receber o convite para o papel.

Dirigido por Aurélio Micheles, que conheceu Honestino e também foi reprimido durante a ditadura, o longa reúne relatos de amigos e familiares do desaparecido político. Para Bruno, interpretar o personagem representou um compromisso que vai além da atuação.


