Belo Horizonte — A indicação do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior como candidato a vice na chapa do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas só ocorreu após pressão da direção nacional do PSB e de lideranças da sigla, entre elas Rodrigo Pacheco, que chegou a ser o favorito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para encabeçar a disputa, mas não aceitou o desafio.
Jarbas Soares preferia disputar uma das vagas ao Senado ao lado da ex-prefeita Marília Campos (PT), segundo pessoas próximas. A situação levou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Pacheco a telefonarem para o ex-procurador a fim de convencê-lo a aceitar a vaga de vice.

A composição entre PSB e PT foi anunciada na noite dessa quarta-feira (5/8), depois de dias de impasse entre o diretório mineiro e a cúpula nacional do partido.
A resistência partia principalmente de integrantes do diretório estadual, especialmente dos chamados “candidatos municipalistas”, grupo de ex-prefeitos que disputará as eleições deste ano e defendia que o PSB buscasse alianças fora do PT. O presidente estadual da legenda, Otacílio Costa Neto, chegou a se reunir com Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB), candidatos ao Palácio Tiradentes, para discutir alternativas.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
A articulação também provocou desconforto durante o evento “Pra Minas Voltar a Sonhar”, promovido pelo PT na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A expectativa era de que Jarbas comparecesse ao ato, mas ele não apareceu.
As opções do PT
Antes de Jarbas Soares, o nome preferido por setores do PT mineiro e por aliados de Geraldo Alckmin era o do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes (PSB), mas as conversas não avançaram.
Outra possibilidade discutida era a da ex-deputada federal Áurea Carolina (PSol-MG) ocupar a vaga de vice. Ao fim das negociações, porém, ficou acertado que ela disputará uma vaga ao Senado.
Também chegaram a ser cogitados, caso o PSB não apresentasse um nome, o ex-prefeito de Uberaba e ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto (PV) e a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart (PT).



