Search

Vice-prefeita acusada de usar verba para fazer “amarração” morre em SP


A ex-secretária de Saúde e vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, morreu em um acidente de carro na manhã deste sábado (26), aos 40 anos. Em junho, ela havia sido denunciada por usar verba pública para fazer uma “amarração amorosa”.

A morte foi comunicada pela Prefeitura de Ribeira nas redes sociais. A nota, no entanto, não detalhou a dinâmica do acidente.

“De uma forma trágica e precoce, nos despedimos de nossa vice-prefeita Juliana Maria Teixeira, que deixa dois filhos”, diz trecho do comunicado.

“Sua partida precoce deixa um vazio imenso e nossa cidade órfã de sua presença, de seu sorriso, de sua amizade e da dedicação com que trabalhou por Ribeira. Ficam os projetos, as conquistas, as histórias compartilhadas e, principalmente, a lembrança de uma mulher que fez diferença na vida de tantas pessoas”, diz o comunicado.

Vice-prefeita acusada de usar verba para fazer “amarração” morre em SP - destaque galeria

Mentora Samantha e Juliana Teixeira
1 de 6

Mentora Samantha e Juliana Teixeira

Reprodução

Juliana foi afastada do cargo desde agosto de 2025, após denúncia do MPSP
2 de 6

Juliana foi afastada do cargo desde agosto de 2025, após denúncia do MPSP

Reprodução/Instagram

TJSP manteve vice-prefeita afastada por desviar verba para amarração amorosa
3 de 6

TJSP manteve vice-prefeita afastada por desviar verba para amarração amorosa

Reprodução/Instagram

Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira
4 de 6

Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira

Reprodução/Instagram

A Justiça de São Paulo (TJSP), no entanto, rejeitou o pedido
5 de 6

A Justiça de São Paulo (TJSP), no entanto, rejeitou o pedido

Reprodução/Instagram

Ela é acusada de fraudar licitações e de desviar R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde para contratar um serviço de “amarração amorosa”
6 de 6

Ela é acusada de fraudar licitações e de desviar R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde para contratar um serviço de “amarração amorosa”

Reprodução/Instagram

Verba para amarração

Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a vice-prefeita teria repassado cerca de R$ 41 mil a uma vidente para que mantivesse um relacionamento extraconjugal com o servidor Lauro Olegário da Silva.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles SP

A mãe de santo afirma ter gastado R$ 380 mil para realizar o “casamento espiritual”. O valor não foi pago integralmente, o que causou revolta na líder religiosa.

O MPSP acusa Juliana de usar verba pública para pagar pela “amarração” amorosa. Ela teria usado a W. F. Da Silva Treinamentos Ltda. para intermediar o pagamento à mãe de santo.

A promotoria acusa tanto Juliana quanto Lauro, ex-funcionário da W. F., e o dono da empresa, William Felipe Da Silva, de improbidade administrativa.

Em agosto, a Justiça determinou a suspensão da função pública da vice-prefeita e do servidor da Saúde, tirando deles o direito a receber vencimentos e visitar qualquer instalação da prefeitura.



Metropole